Cinematógrafo na Casa 149 de MAIO exibe “Nostalgia da Luz”

O Cinematógrafo de maio, que acontece na quinta-feira (25) às 20h, exibe “Nostalgia da Luz” (90min, 2010), filme de Patrício Guzmán. Premiado em Cannes em 2010, o filme trata de memória e política, sem prescindir da poesia e da dimensão existencial e cósmica da condição humana.

O filme se passa no deserto do Atacama, no norte do Chile, o local mais seco do planeta. Lá, astrônomos, arqueólogos e mulheres – no início, elas eram um grupo de cinquenta mulheres, depois, não mais que dez porque envelheceram e, com o tempo, vão morrendo – procuram no espaço, na terra e na areia, rastros de estrelas mortas, vestígios de passados remotos e restos de homens e mulheres assassinados pelo regime de Pinochet que foram enterrados ou jogados de helicópteros militares, se não no mar, na imensidão desse deserto desolado.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

 

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e agora “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes de ação norte-americanos.

Dirigido por Joshua Oppenheimer e co-dirigido por Christine Cynn e um indonésio anônimo, “O Ato de matar” é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”.

O filme ganhou o prêmio do público no Festival de Berlim em 2013 e, no mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no BAFTA – a Academia de Artes do Cinema e da Televisão da Inglaterra. Na ocasião da premiação, o diretor Oppenheimer afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm “responsabilidade coletiva” por “participar e ignorar” os crimes cometidos na Indonésia (a declaração do diretor foi omitida do vídeo publicado online pelo BAFTA). Link: https://goo.gl/9MlF1N

Ganhou ainda o Prêmio do Cinema Europeu de 2013 como melhor documentário e foi nomeado para a categoria de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2014.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

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Trata-se de uma iniciativa independente (não conta com patrocínios) que resulta de uma parceria entre a Casa 149, de Pedro Navarro, e o Bahiadoc – arte documento, e acontece com a ajuda de várias pessoas que apoiam e participam. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Para aqueles que desejarem colaborar, a cada sessão estará à vista uma caixinha para recolher contribuições, que servirão para custear as despesas do evento (estrutura de projeção, do espaço, energia, limpeza etc).

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016); e agora “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012).

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O Abraço da Serpente”

A proposta da iniciativa é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador.

A proposta é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas. A dupla Camele Queiroz e Fabricio Ramos assumem a curadoria. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

MARÇO 2017

O filme deste mês será “O Abraço da Serpente”, dirigido pelo colombiano Ciro Guerra.

Confira a breve nota dos curadores Fabricio e Camele sobre o filme:

“O Abraço da Serpente” (2016) é um filme sobre extinção no sentido em que essa palavra se liga às palavras destruição e extermínio, tanto de corpos quanto das identidades indígenas das culturas amazônicas. Mas o filme é também sobre um choque cultural profundo entre o branco e o índio mediado pela selva. A selva que é um mistério e um mundo.

Baseado nos diários de dois exploradores europeus, os segredos e os mistérios amazônicos compõem um leitmotiv inusual: entre o passado e o presente, a jornada em busca de uma planta com propriedades místicas, um explorador pioneiro e febril em busca da cura, um outro explorador em busca das descobertas do antecessor e de suas próprias autodescobertas, um xamã a guiar a experiência fora do tempo e percorrendo uma espacialidade mágica, misteriosa e exuberante, porém sem as cores da selva.

A proposta estética do diretor Ciro Guerra e do diretor de fotografia David Gallegos nos revela um mundo em preto e branco para que, explicam eles, as cores da floresta não desloquem a potência do filme. Realmente, a fotografia em preto e branco não deixa que a exuberância da selva nos arrebate de forma predominantemente visual, embora o filme seja visualmente impressionante!

No que tange à estrutura narrativa, o filme suscita ressalvas críticas: mostra uma temporalidade confusa e evoca de passagem — embora cruamente — uma ampla variedade de temas que participam das tragédias históricas e sociais amazônicas (as missões católicas, a exploração do homem branco e do “colombiano civilizado”, o extrativismo econômico), incorrendo em alguns excessos dramáticos para compensar a abordagem rápida de tais questões. Mas pode-se ver tais excessos como parte consciente da proposta do filme que recorre a suspensões perceptivas, licenças poéticas, em suma, à ousadia formal.

O que fica do filme (que também teve seus dez minutos de aplausos em Cannes na sua vez, e teve sucesso também em seu país, ficando mais de 11 semanas em cartaz na Colômbia) é a forma como ele nos fala, não somente da Amazônia e seus mistérios, mas de algo profundo em nós, de um lugar de uma perda que buscamos preencher e que o filme recoloca de forma intensa: um lugar profundamente sul-americano.

Todas as informações sobre o Cinematógrafo na Casa 149 serão difundidas também no Facebook. Acompanhem a página:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Casa 149: literatura conversas cinema – dia 20/12 às 20h

Exibição do filme “Gueros” e conversas sobre arte, cultura, literatura e cinema: dia 20 de dezembro, às 20h, na CASA 149 no Rio Vermelho.

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clique na imagem para ampliá-la

A ideia é realizar uma série de encontros que, exibindo filmes, junte pessoas interessadas  em literatura! Dito de outro modo, vamos partilhar as impressões de cinéfilos sobre a vasta literatura que porventura tenha marcado a cada um individualmente. Não propriamente falar de adaptações ou de relações entre cinema e literatura., mas antes participar de uma aventura pelas veredas das imagens e dos sentidos – esses mundos mutuamente partilhados pela literatura e pelo cinema.

O primeiro encontro, gratuito e aberto a qualquer interessado, será no dia 20 de dezembro, às 20h, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural, que fica na Rua da Paciência, n. 149, orla do Rio Vermelho. Salvador/Ba.

Confirme presença no evento do Facebook: clique aqui.

“GUEROS” (México, 2014)

O filme que será projetado será “Güeros” (2014), primeiro longa do mexicano Alonso Ruiz Palacios. Na trama, três personagens, marcados pela apatia e pelo tédio, percorrem a Cidade do México em busca de um roqueiro mexicano obscuro, desconhecido e moribundo, que teria feito “Bob Dylan chorar”. Na forma, o filme desdobra a relação entre cinema e experiência poética, revelando um feliz domínio estilístico da especificidade cinematográfica.

O longa-metragem ganhou o prêmio de Melhor Filme Estreante em Berlim e o Melhor Filme Latino-Americano em San Sebastian. Por aqui, foi exibido no Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba, em 2015.

Casa 149: literatura conversas cinema

A ideia não é reunir um público para um evento, mas um grupo aberto que queira realizar, a cada encontro, novos encontros e mesmo novos grupos. Um grupo aberto, variado, a partir do qual os encontros subsequentes sejam articulados, discutindo propostas de leituras a serem conversadas e de filmes a serem exibidos a cada evento. O objetivo é que o primeiro encontro desencadeie os novos encontros e, a cada encontro, novas propostas sejam articuladas pelo grupo que estiver presente, incluindo programação, datas e estruturas necessárias, para mantermos assim uma dinâmica periódica de encontros, mesmo com grupos variados. Todos são bem-vindos. A entrada é livre. Levem almofadas ou esteiras para sentarem durante a projeção.

A Casa 149, que cedeu o espaço para o nosso primeiro encontro, é uma galeria de arte e centro cultural, que fica na Rua da Paciência, n. 149, Rio Vermelho. Salvador – Bahia.

Assista o curta “Regulamentação da profissão de vaqueiro”, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos

O documentário “Regulamentação da Profissão de Vaqueiro”, dirigido por Camele e Fabricio, acompanha a viagem dos vaqueiros da Bahia a Brasília. Os diretores foram honrados com a presença, devidamente autorizada, de canções de Elomar na trilha sonora do filme.

Filme na íntegra:

Vaqueiros CRTAZ arte 3 defSINOPSE:

Em setembro de 2013, vaqueiros de diferentes regiões do sertão nordestino viajaram a Brasília para acompanhar, no Plenário do Senado Federal, a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre a regulamentação da profissão de vaqueiro no país. O registro, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, é uma memória da viagem.

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SOBRE O FILME

Captura de tela 2013-10-02 às 19.00.30A convite do antropólogo Washington Queiroz, os realizadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz embarcaram num ônibus junto com trinta e dois vaqueiros vindos de diferentes regiões do sertão da Bahia. A comitiva seguiu para Brasília, rumo ao Plenário do Senado Federal, para acompanhar a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre o reconhecimento da profissão de vaqueiro no país. A viagem aconteceu entre 22 e 25 de setembro de 2013, e no dia 24 de setembro o projeto foi aprovado no Senado, seguindo então para a sanção da Presidente da República. Em Brasília, reuniram-se a comitiva da Bahia vaqueiros de Pernambuco, do Piauí, de Alagoas e do Maranhão, somando mais de cento e trinta vaqueiros encourados, vestindo gibão, peiteira, perneira e chapéu de couro, todos no interior do Plenário do Senado.

Como realizadores, pudemos prosear com os vaqueiros durante a viagem e conhecer um pouco de suas vidas. A história de muitos deles, sobretudo daqueles que vivem nas regiões mais precárias do sertão e da caatinga, revela muita coragem e fé, mas também realidades sociais dramáticas, injustas e muito graves. O documentário não resume a história dos vaqueiros, nem a isso se propõe: apresenta a memória filmada dessa viagem que os vaqueiros fizeram para testemunhar um momento histórico no país, que é parte de um processo de reconhecimento do vasto patrimônio cultural do sertanejo, que tanto vivifica o árido bioma da caatinga, com a sua legião de seres encantados, bois ideados ou com maçãs; as suas relações com o sagrado, com o enfrentamento da morte sempre próxima, e a cultivar a vida, amores e paixões, tão bem expressas na arte em couro, metal, madeira, barro e palha que caracteriza os saberes e fazeres dos vaqueiros do sertão, que se manifestam na música, no aboio, na literatura, na gastronomia, na medicina, na mitologia.

Captura de tela 2013-10-02 às 11.20.16Coube aos realizadores produzir a memória audiovisual da viagem a Brasília, que resultou no documentário Regulamentação Profissão de Vaqueiro (30min), dirigido e produzido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, realizado com o apoio do Senado Federal e do antropólogo Washington Queiroz, que se dedica, há mais de trinta anos, à luta pelo reconhecimento simbólico e efetivo da atividade tradicional do vaqueiro, a partir da perspectiva dos fazeres e saberes do universo sertanejo.

Para Washington, que articulou com grande esforço a viagem dos vaqueiros a Brasília, a figura do vaqueiro é protagonista do maior fenômeno sócio-cultural-econômico de fixação e unidade em toda a região Nordeste e em outras regiões do país. “O vaqueiro”, lembra, “foi quem crivou o território baiano com locais de pouso e currais que se transformariam nas primeiras cidades do interior da Bahia e do Nordeste”.

MUROS: sessões em Estocolmo, Viena e La Plata

captura-de-tela-2016-09-19-as-13-28-42Entre setembro e outubro de 2016, o curta MUROS, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa de Festivais dedicados ao cinema brasileiro em Estocolmo, na Suécia, e em Viena, na Áustria; e de festival dedicado ao cinema latinoamericano em La Plata, Argentina.

MOSTRAS e FESTIVAIS:

Viena, Áustria. No dia 16 de setembro MUROS foi exibido como parte da programação do InquieTudo Film Festival, voltado para o Cinema em língua portuguesa, que acontece no Top Kino, em Viena.

Estocolmo, Suécia: participando do 10º BrasilCine, Mostra de filmes nos Países Nórdicos dedicada ao cinema brasileiro, MUROS passa no dia 4/10, às 17h, no Centro de Língua Portuguesa. (Veja o programa completo)

La Plata, Argentina: pela Mostra Oficial do 11º Festival de Cine Latino Americano de La Plata – FESAALP. Este ano, o país homenageado pelo Festival é a Bolívia.

muros-cartaz-novo-leveMUROS relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador. O curta ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico do V Feciba em 2015; foi premiado como um dos 10+ favoritos do público do 26º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Mais informações no site do curta.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Vídeo resume a experiência da Mostra de Filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro

Registro que resume a experiência da Mostra de Filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro. De janeiro até julho de 2016, a mostra realizou doze sessões de cinema no Terreiro de Odé, em Ilhéus, exibindo filmes diversificados: de clássicos de nossa cinematografia a vídeos descobertos pelos curadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos em pesquisas no Youtube. Ficções e documentários, animações, curtas e longas, sempre filmes com temáticas que valorizam o conhecimento e a reflexão acerca das religiões de raízes africanas e indígenas. O Cinema foi ao Terreiro e tal experiência revelou um pouco de como o nosso cinema viu e vê a cultura dos Orixás e as religiões afroindígenas.

O Cine Odé – Cinema no Terreiro é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através do edital público de Agitação Cultural 2015 da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Acesse mais informações sobre a Mostra e fotos das sessões em:
https://cineodeblog.wordpress.com/

MUROS na Semana de Fotografia da Bahia

O filme, que relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador, passa no dia 4/8 (quinta-feira), às 18h.

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MUROS (25min, 2015), filme de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da programação da Semana de Fotografia da Bahia, que acontece na CAIXA Cultural Salvador, entre os dias 2 e 6 de agosto, com uma programação de oficinas, conferências, filmes e lançamento de livros para o público de todas as idades.

O filme, que relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador, passa no dia 4/8 (quinta-feira), às 18h.

Com o tema “Narrativas Visuais e Fronteiras entre Arte e Documental”, a Semana de Fotografia da Bahia acontecerá na Caixa Cultural, que fica na Av. Carlos Gomes, em Salvador. A programação conta com oficinas gratuitas e vai destacar o papel das mulheres na fotografia, com diversas fotógrafas à frente das atividades. A proposta da primeira edição do evento é inserir Salvador no calendário dos grandes eventos da fotografia no Brasil.

Grandes referências da fotografia autoral vão participar do encontro, como Maureen Bisilliat, Nair Benedicto, Mariana David, Amanda Oliveira, Caroline Paternostro, Aristides Alves, Rafael Martins, Bauer Sá, Kazuo Okubo e Antonello Veneri.

Confira a programação completa no site da Caixa Cultural Salvador.

SOBRE O MUROS:

MUROS (2015) relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari que percorre favelas de Salvador. O curta ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico do V Feciba em 2015; foi premiado como um dos 10+ favoritos do público do 26º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Mais informações no site do curta.

Breve balanço do Cine Odé – Cinema no Terreiro

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Fotos das sessões do Cine Odé.

A Mostra de Filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro findou o seu ciclo, quem sabe, o primeiro de outros que virão. De janeiro até julho desse ano, a mostra realizou doze sessões no Terreiro de Odé, em Ilhéus, exibindo filmes diversificados: de clássicos de nossa cinematografia a vídeos descobertos pelos curadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos em pesquisas no Youtube. Ficções e documentários, animações, curtas e longas, sempre filmes com temáticas que valorizam o conhecimento e a reflexão acerca das religiões de raízes africanas e indígenas. O Cinema foi ao Terreiro e tal experiência revelou um pouco de como o nosso cinema viu e vê a cultura dos Orixás e as religiões afroindígenas.

Em Breve, os realizadores do Cine Odé apresentarão um vídeo que, em 15 minutos, resume a experiência de seis meses da Mostra. Acompanhe em nossas redes: blog do Cine Odé em https://cineodeblog.wordpress.com/ e curta a página da Mostra no Facebook, para os usuários da rede social.

O Cine Odé – Cinema no Terreiro teve o apoio financeiro do FCBA – Fundo de Cultura da Bahia e da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, através de edital Público realizado em 2015.

Da curadora Camele Queiroz:

é uma riqueza promover o encontro do cinema com um público dele afastado por diversas razões, e ver esse público encontrar a arte num lugar em que está habituado a se relacionar com o sagrado, com as forças da natureza e com as divindades, e ao mesmo tempo ser um lugar de resistência e afirmação, e ver que a cada sessão esse público demonstra profunda identificação com a arte e a expressão cinematográfica, discutindo os filmes à luz de suas próprias experiências de vida e de Fé.

Agradecimentos especiais a Maria Marta Soares dos Santos, liderança cujo esforço e trabalho na luta pela memória de Pedro Faria de Souza, fundador do Terreiro de Odé, resgatou o Terreiro de uma grave situação de abandono e degradação. Agradecimentos também aos realizadores que disponibilizaram seus filmes para as exibições; ao público que compareceu às sessões; a todos que colaboraram de diferentes formas para a realização do projeto. Um salve aos convidados que participaram, tornando as conversas com o público ainda mais ricas. Obrigado aos convidados José Nazal, Lourival Pereira Piligra, Daniela Galdino, Michelle Raic Mansur, Karine Fênix, Mãe Carmosina, Makrisi e a todos os demais que compareceram. Os realizadores do Cine Odé agradecem também a Lu Leite, professora, pela hospitalidade e apoio!

Captura de Tela 2016-07-27 às 19.43.13Do coordenador da mostra e curador Fabricio Ramos:

Esperamos que o Cine Odé, dentro de seus limites, alcance nas pessoas que participarem o mesmo que alcança em nós: não somos adeptos de nenhuma religião, mas nos sentimos gratificados de conhecer e vivenciar, em alguma medida, a riqueza e os mistérios dessas tradições religiosas, que são vívidas, experienciais. Acreditamos que as pessoas não nascem para ser intolerantes e desrespeitosas. Como dizia Pasolini, se referindo aos jovens que se comportavam como fascistas:  “Talvez uma simples experiência diversa na sua vida, apenas um simples encontro, tivesse bastado para que seu destino fosse outro”. Acho que a arte, e o Cinema, são capazes de promover, de favorecer, esse encontro singelo e transformador. Se o Cine Odé tem algum papel, é esse: o de reconhecer o valor desses encontros e de apostar no cinema como um encontro.

Sete perguntas sobre a mostra Cine Odé – Cinema no Terreiro

Leia a entrevista, feita por Felipe Ferreira para o site CinemAção, com os realizadores e curadores do Cine Odé – Cinema no Terreiro, Camele Queiroz e Fabricio Ramos.[Clique aqui para ler a entrevista]. A entrevista, publicada originalmente naquele site no dia 14 de abril de 2016, aborda as experiências de Fabricio e Camele com o Terreiro, reflete sobre a intolerância religiosa e outros temas ligados ao Cinema e mesmo à Política. As respostas foram elaboradas conjuntamente pelos curadores e enviadas ao site CinemAção por email.

Fotos das sessões ao longo dos seis meses de mostra (clique em cada conjunto de imagens para ampliá-lo):

Captura de Tela 2016-07-27 às 19.41.19 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.42.18 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.43.29 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.43.45 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.44.08Captura de Tela 2016-07-27 às 19.39.55 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.41.34 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.44.08 Captura de Tela 2016-07-27 às 19.44.26

A Mostra Cine Odé – Cinema no Terreiro apresenta suas últimas sessões: dias 2 e 3 de JULHO

# ATENÇÃO

Devido a problemas técnicos, o número do celular para contato com o Cine Odé e informações sobre a Van mudou. Passou a ser: (73) 98233-0022.

Captura de Tela 2016-02-12 às 13.57.38A última edição do Cine Odé – Cinema no Terreiro, que seria em junho, será no início de julho: dias 2 e 3 de julho (sábado e domingo, respectivamente), sempre às 17h.

A Mostra acontece no Terreiro de Odé em Ilhéus/Ba. Fundado por Pai Pedro Faria em 1942, o terreiro fica no Bairro Alto do Basílio. O Cine Odé, que começou em janeiro e se encerra nesta última sessão, tem a  proposta de tornar o Terreiro de Odé um espaço cultural voltado para o cinema, promovendo sessões mensais gratuitas que estimulam a valorização e o conhecimento das culturas religiosas brasileiras de matrizes africanas e indígenas. Os realizadores e curadores da mostra são Fabrício Ramos e Camele Queiroz, cineastas independentes baianos que escolheram exibir uma ampla e diversificada cinematografia baiana e brasileira, que inclui desde filmes consagrados até realizações independentes descobertas na internet.

FILMES DE JULHO

Sábado, dia 2, às 17h:

“AS CRUZES E OS CREDOS” (29min, 2014)

Captura de Tela 2016-06-16 às 12.48.30No sábado, dia 2 de julho, será exibido especialmente o filme “As Cruzes e os Credos“, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, realizadores do Cine Odé. O curta, gravado em boa parte no próprio Terreiro de Odé, parte de duas mortes para revelar um encontro inesperado com a vida, através do sagrado, do mistério e da Fé. Um DVD do filme será sorteado entre os presentes na sessão. “As Cruzes e os Credos” participou de festivais de cinema na Colômbia, na Bolívia, na Argentina e, na Bahia, participou do V FECIBA – Quinto Festival de Cinema Baiano, em 2015. Saiba mais sobre o filme no site do curta: clique aqui.

“EXU ALÉM DO BEM E DO MAL” (23min, 2013)

Captura de Tela 2016-05-14 às 11.36.43Antes da exibição de As Cruzes e os Credos, no mesmo sábado (dia 2), será exibido o curta “Exu Além do Bem e do Mal“, dirigido por Werner Salles Bagetti. O filme realiza uma imersão poética no tema Exu, um dos Orixás mais controversos. A câmera passeia pela cidade e captura silêncios, semblantes e vazios, antes de mergulhar no transe dos terreiros de Candomblé, Umbanda e Jurema Sagrada em celebração a Exu. Em paralelo, um discurso polifônico é construído com as vozes de especialistas do tema, em Alagoas e Pernambuco. Entre os entrevistados estão os babalorixás Manoel Papai, Pai Célio de Iemanjá, Pai Manoel do Xoroquê e o antropólogo pernambucano Roberto Motta. O projeto do filme foi contemplado no 2º Edital de Fomento à Produção Audiovisual de Alagoas em 2012.

Legba, Bará, Eleguá, Tranca-rua, diabo, capeta… Exu é um dos orixás mais controversos da cultura afro. Interpretado muitas vezes como o diabo pelo catolicismo é constantemente associado ao mal em diversas leituras, até mesmo por alguns autores umbandistas do passado. Porém, o significado do mito Exu, tanto para a Umbanda, quanto para o Candomblé, vai muito além de tudo isso.

No Candomblé Exu é a figura mais humana dos orixás, senhor do princípio e da transformação. Exu é a ordem, aquele que se multiplica e se transforma na unidade elementar da existência humana. Exu não é totalmente bom, nem totalmente mau, assim como o homem: um ser capaz de amar e odiar, unir e separar, promover a paz e a guerra. Sem ele os Orixás e humanos não podem se comunicar, pois Exu faz o papel de mensageiro com cada um dos demais orixás.

Domingo, dia 3, às 17h

“DANÇA DAS CABAÇAS – EXU NO BRASIL” (54min, 2008)

Captura de Tela 2016-06-16 às 13.28.27Dirigido por Kiko Dinucci, o filme passa pelas diversas vertentes das religiões afro-descendentes, dos candomblés (de tradição Nagô, Gege, Bantu), Tambor de Mina, passando pela Umbanda e Quimbanda. Dança das Cabaças-Exu no Brasil conta com participações de Sacerdotes e estudiosos.

Trazido pelos escravos com outros Deuses do panteão Yoruba, Exu foi colocado à margem e passou por um processo de demonização que se inicia na missão católica na África e se estende no período colonial brasileiro, onde seus atributos originais foram ocultados.

Exu que na África era caracterizado como o princípio da vida, a força que move os corpos, a dinâmica, o senhor dos caminhos e das encruzilhadas, a principal ponte entre os mortais e as divindades que habitam o além, passa a ser visto como a personificação do mal perante o modelo cristão, devido ao seu seu símbolo fálico e seu comportamento astucioso.

As Cruzes e os Credos” também será exibido no domingo.

IMPORTANTE LEMBRETE:

Devido a problemas técnicos, o número do celular para contato com o Cine Odé e informações sobre a Van mudou. Passou a ser: (73) 98233-0022.

Para facilitar o acesso ao Terreiro de Odé, local da Mostra, o Cine Odé oferece uma Van para levar e trazer os interessados até o ponto de ônibus próximo. Para informações, ligue (73) 98233-0022. A entrada é gratuita.

CONVIDADOS ESPECIAIS

No sábado, dia 2 de julho, dois convidados especiais estarão presentes na sessão: José Nazau e Lourival Piligra. José Nazal é Fotógrafo e profundo conhecedor da história religiosa de Ilhéus. Foi amigo pessoal do fundador do Terreiro de Odé, Pedro Faria – e esteve na sessão de fevereiro do Cine Odé, quando falou sobre o solo sagrado do Bairro do Basílio. Lourival Piligra é professor e pesquisador no campo da Filosofia, além de poeta e escritor.

Mãe Carmosina confirmou presença na sessão do dia 3 de julho

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Fabricio cumprimenta Mãe Carmosina (foto: Feciba)

Com mais de 90 anos dedicados ao trabalho espiritual, Mãe Carmosina é uma grande referência religiosa e cultural em Ilhéus e foi uma grande amiga de Pai Pedro, fundador do Terreiro de Odé. Ela nos dará a honra de sua presença na sessão de domingo, dia 3 de julho, no Terreiro de Odé, uma convidada mais do que especial. Na foto, Mãe Carmosina no Cine Santa Clara em 2015, quando foi exibido o curta “As Cruzes e os Credos”, de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, pelo V FECIBA – Festival de Cinema Baiano. O filme compõe a programação de JULHO do Cine Odé e será exibido nos dois dias: sábado e domingo. (Fotos: FECIBA).

O Cine Odé – Cinema no Terreiro é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através do edital público de Agitação Cultural 2015 da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.