Carlos Pronzato participa do quarto webdoc do Canal

O quarto webdoc do Canal Bahiadoc traz uma conversa com Carlos Pronzato, documentarista argentino, “pero tentando ser baiano há 23 anos”, como ele próprio diz. Gravamos a conversa na Casa de Cinema da Bahia. Em breve o webdoc estará disponível em nossas redes, dando continuidade aos trabalhos do Canal, projeto que realiza uma série de seis webdocs, com vinte minutos de duração cada, que trazem conversas com realizadores independentes de cinema e audiovisual que atuam na Bahia.

Captura de tela 2013-06-09 às 21.58.42
Carlos Pronzato fala ao Bahiadoc

Sem deixar de atuar como diretor teatral, escritor e poeta, Pronzato realizou vários documentários cujas temáticas se relacionam estreitamente com as lutas sociais e os contextos políticos do Brasil e da Bahia, e também da América Latina, transitando entre o vídeoativismo e o documentário histórico e cultural, sempre a partir de um recorte de amplo olhar político.

Subvertendo a lógica dominante de distribuição audiovisual (por necessidade e pela característica de seu trabalho), Pronzato alcança um público vasto, porém não catalogado apenas em salas de cinema (costuma ele mesmo vender seus filmes em DVD, além de, em várias ocasiões e lugares, encontrar ou tomar conhecimento da difusão de seus trabalhos). O seu cinema autogestionado, embora lhe traga, por um lado, diversas dificuldades estruturais, lhe possibilita, por outro, plena liberdade na escolha e abordagem de seus temas, além de tornar possível uma dinâmica de produção ágil e diferenciada.

Na conversa com o Bahiadoc, Pronzato falou de sua trajetória, sua íntima relação com a América Latina e suas viagens e experiências pelo continente, as dificuldades que enfrenta ao fazer cinema, comentou acerca da sua militância com vistas à permanente transformação política e social frente às injustiças todas, e sobre a sua relação com a Poesia e a Arte, dimensões que já não separa de sua ação política.

Captura de tela 2013-06-09 às 23.01.31Pronzato realizou, ao longo de vários anos, diversos documentários, entre os quais “A Revolta do Buzu” e “Maio Baiano“, documentários que mostram manifestações de protesto que marcaram Salvador; documentários que tratam sobre a questão social da moradia, como “Pinheirinho – tiraram minha casa, tiraram minha vida” (Pronzato também finaliza este ano dois documentários sobre a luta organizada do Movimento dos Sem Teto); e documentários históricos, como “Carabina M2 – uma arma americana“, que revisita, através de entrevistas com figuras importantes da época, a captura e assassinato de Che Guevara na Bolívia; e “Carlos Marighella – quem samba fica, quem não samba vai embora“, que enfatiza principalmente o período da luta armada de resistência à Ditadura Militar, de 1964 até a morte de Marighella, em dezembro de 1969. Muitos outros trabalhos são listados no Blog do cineasta, com sinopse e outras informações.

Assista os três primeiros webdocs com realizadores baianos, já publicados no espaço do Canal Bahiadoc: http://www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

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