CinematograFinho de janeiro apresenta: “Onde fica a casa de meu amigo?”, de Abbas Kiarostami

CinematograFinho de janeiro: 2019 começa com “Onde fica a casa de meu amigo?”, de Kiarostami

“Onde fica a casa de meu amigo?” é uma bela parábola sobre a inocência das crianças em contraste com a intransigência dos adultos. Um drama luminoso que valoriza o olhar da criança e para ser visto por crianças e adultos juntos.

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Essa história de amizade e cumplicidade juvenil valeu ao diretor iraniano o Leopardo de Ouro e uma menção especial do júri no Festival de Cinema de Locarno. A história centra-se no desejo do pequeno Ahmed (Babek Ahmed Poor) de devolver um caderno perdido a Mohamed Reda Nematzadeh (Ahmed Ahmed Poor), um colega de escola. Essa missão tem uma importância singular: se Mohamed não tiver o caderno com os trabalhos de casa todos feitos no dia seguinte, vai ter um castigo muito severo na escola. Uma história simples mas sublime num filme modesto. Destaque para a interpretação das crianças, que conseguiram captar e transmitir a sua vulnerabilidade num mundo caótico.

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Cinematógrafo de dezembro: FEBRE DO RATO

Cinematógrafo de dezembro: FEBRE DO RATO

Claudio Assis não é um diretor de consensos, “Febre do Rato” tampouco. O Cinematógrafo de dezembro (sáb, 29) exibe o filme não por sua novidade, mas por sua força poética; menos por sua vontade de provocação do que por sua permanência política, no sentido estético do termo, que propõe ao espectador que ele também faça a sua “performance” diante do que vê na tela, liberando-se de qualquer servidão narrativa.
 
Nosso encontro é no dia 29, o último sábado do mês e do ano, às 16h30, na Saladearte – Cinema do Museu.
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Que as conversas, divergentes e/ou convergentes, ressoem até o Cinematógrafo 2019, que trará novidades para consolidarmos juntos esse espaço de encontro presencial mediado pelo cinema.
 

O CINEMATÓGRAFO NA SALADEARTE

O Cinematógrafo acontece mensalmente na Saladearte — Cinema do Museu (Corredor da Vitória), sempre no último sábado do mês, exibindo filmes de formas e temas diversificados. A curadoria é…

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“Quarto Camarim” na Itália: o longa participa do 11º Omovies, em Nápoles

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Depois de passar por diferentes festivais de cinema nas três Américas, Quarto Camarim desembarca na Europa: o filme participa da Mostra Oficial do 11º OMOVIES, Festival Internacional de cinema dedicado a temas e questões LGBTQ+.

Captura de Tela 2018-12-06 às 19.02.47Quarto Camarim passa no dia 11 de dezembro no Rainbow Center Napoli, via Antonio Genovesi 36 Napoli – Ingresso gratuito. Confira a programação no site do Omovies.it!

O filme narra a aproximação entre uma sobrinha, a diretora do filme, e sua tia Luma, depois de vinte e sete anos sem contato. Ambas protagonizam o filme, cada uma a sua maneira, cientes das tensões e aproximações que uma relação emergente tão delicada implica.

Quarto Camarim é o primeiro longa dos cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Entre abril e maio de 2018, o filme foi apresentado em cinemas culturais de 13 capitais brasileiras, pela Sessão Abraccine, iniciativa da Associação Brasileira de Críticas de Cinema para a difusão de filmes independentes. As exibições da Sessão Abraccine pelo Brasil foram sempre seguidas de debate com o público, com a presença de convidados especiais e mediadas por um crítico associado da Abraccine.

Além disso, o filme passou por Festivais de cinema no Canadá, na Venezuela, na República Dominicana e diferentes mostras no Brasil, como a 4a. Mostra de Cinema Feminista, em Belo Horizonte; a Mostra Transdocumenta, em São Paulo; e o XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador.

Em breve, Quarto Camarim estará em cartaz em salas de cinema culturais no Brasil. Acompanhe as informações nas nossas redes sociais, clicando nos ícones no topo da página.

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“Quarto Camarim” participa de festivais de cinema em Salvador e em Nápoles, na Itália

Quarto Camarim participa da mostra competitiva baiana do XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e da Mostra Oficial do 11º Omovies, que acontece em Nápoles, na Itália.

Quarto Camarim

Quarto Camarim participa da mostra competitiva baiana do XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e da Mostra Oficial do 11º Omovies, que acontece em Nápoles, na Itália.

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O primeiro longa de Camele Queiroz e Fabricio Ramos mostra a reaproximação de uma sobrinha – a própria diretora – com a sua tia Luma, depois de 27 anos sem qualquer contato. Para os diretores, trata-se de um filme proposta, que conjuga a vida mesma e a criação cinematográfica, o que resultou numa obra que abrange temas políticos, familiares e sobre o próprio fazer cinema.

Em novembro, “Quarto Camarim” participa da Mostra Baiana do XIV Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador, e em dezembro, da Mostra Oficial do 11º Omovies, que acontece em Nápoles, na Itália.

Em Salvador, as sessões do Panorama contarão com a presença dos diretores:

Dia 18/11 (domingo) às 17h30 – na Sala 2 do Espaço…

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Cinematógrafo homenageia Isao Takahata exibindo o dilacerante e sensível “Túmulo dos Vagalumes”

“Túmulo dos Vagalumes” completa 30 anos no ano da morte de seu diretor, que morreu em abril deste ano. O Cinematógrafo homenageia Takahata na sessão do dia 3 de novembro (sáb), às 16h30, na Saladearte Cinema do Museu.

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Em abril deste ano, o mundo da animação perdeu uma de suas mentes mais brilhantes que deixou como legado inúmeras obras que vêm marcando gerações. Isao Takahata foi um dos gênios criadores do gigante Studio Ghibli, ao lado de Hayao Miyazaki.

O Cinematógrafo apresenta o dilacerante “Túmulo dos Vagalumes”, realizando uma dupla homenagem: no ano da morte do diretor, a sessão exibe o filme que completa trinta anos em 2018.

Lançado, portanto, em 1988, “Túmulo dos Vagalumes” narra a história de duas crianças japonesas que, no fim da segunda guerra mundial, tentam desesperada e esperançosamente, sobreviver numa cidade assolada pelos constantes bombardeios aéreos e pela miséria que toda guerra traz em seu rastro de morte e destruição. Trata-se de um sensível drama de guerra que desloca o foco das cenas de ação para valorizar a perspectiva de duas crianças que sofrem as consequências de um conflito de proporções catastróficas.

Ao criar o filme, Takahata se inspirou no livro homônimo do escritor japonês Akiyuki Nosaka, autor do relato parcialmente biográfico Túmulo dos Vagalumes. Nosaka, que se tornara órfão pouco depois de nasce (em 1930), realmente perdeu os pais adotivos em 1945, durante os bombardeios da Força Aérea dos Estados Unidos sobre o Japão.

No filme, Takahata adapta a história trágica criando um drama realista de dois órfãos que obrigados precocemente a enfrentar o terror, a perda e a fome, numa luta pela vida não isenta de amor, companheirismo e ludicidade. A alternância das cenas dramaticamente impactantes com momentos de beleza em meio do caos, sem o recurso da fantasia onírica típico de animações, dá ao filme o caráter de uma obra profunda e exigente, emocionante e desafiadora, que grita e clama contra a desumanização crescente do mundo. Um clamor tanto mais revoltante porque nos chega a partir da enternecedora perspectiva infantil.

Túmulo dos Vagalumes não teve carreira nos Festivais de cinema considerados mais importantes e badalados, mas ganhou prestígio e consolidou seu lugar ao longo dos anos.

 

 

SINOPSE:

Os irmão Setsuko e Seita vivem no Japão em meio a Segunda Guerra Mundial. Após a morte da mãe num bombardeio americano e a convocação do pai para a Guerra, eles vão morar com alguns parentes. Insatisfeitos, saem da cidade e acabam num abrigo isolado na floresta, onde lutam contra a fome e as doenças e se divertem com as luzes dos vaga-lumes.

“Túmulo dos Vagalumes”, cor, 89min, 1988. Japão. Dir. Isao Takahata.

O CINEMATÓGRAFO NA SALADEARTE

O Cinematógrafo acontece mensalmente na Saladearte — Cinema do Museu (Corredor da Vitória), sempre no último sábado do mês, exibindo filmes de formas e temas diversificados. A curadoria é dos cineastas Fabricio Ramos e Camele Queiroz e as sessões são sempre seguidas de uma boa conversa sobre o filme, mas também sobre as relações do cinema com a arte e a vida. Os ingressos são vendidos normalmente no local, com preço especial no valor de meia entrada para todos.

Localização:

 

Cinematógrafo de setembro (sáb, 29) exibe “Doze Homens e uma Sentença”, de Sidney Lumet

O clássico de 1957 põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico. Sessão dia 29/9, às 16h30, na Saladerte — Cinema do Museu.

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Nota dos curadores: “Doze homens e uma sentença” (1957), por fabricio ramos e camele queiroz:

O que chamamos modernidade coincide, sintomaticamente, com a era das ideologias. No tempo das ideologias “é preciso decidir-se sobre o assassinato”, como refletiu Albert Camus. Não sobre o assassinato passional, individual. Mas sobre o assassinato institucionalizado, estatal, legal. Se matar passa a ter razões, inclusive razões de estado, é preciso assumir as consequências e buscar responder claramente à questão sobre o fundamento dessas razões, pois todos nós tomamos parte nela.

Em “Doze Homens e uma Sentença” (1957), o primeiro filme do profícuo diretor estadunidense Sidney Lumet, doze homens são convocados pelo Tribunal do Júri para decidir o destino de um jovem de dezoito anos, acusado de um crime hediondo: matar o próprio pai. Há uma regra básica para o veredito: os doze homens devem determinar, por unanimidade, se o jovem é culpado ou inocente. Em caso de dúvidas ou discordância entre eles, prevalecerá a presunção de inocência. Logo no início, o juiz adverte sobre a enorme responsabilidade que os jurados estão assumindo, lembrando a gravidade da pena a ser aplicada no caso de condenação: a pena de morte.

Para muito além da questão jurídica institucional que se instala à primeira vista, “Doze Homens e uma Sentença”, originalmente uma peça feita para a televisão escrita por Reginald Rose e dirigida por Franklin Schaffner (foi ao ar em 1954 nos EUA), põe em questão a relação entre os valores que orientam o nosso ideário civilizacional e as questões sociais de fundo moral, político e psicológico que atuam no nível individual e no das interações humanas. O que está em jogo quando se tem a responsabilidade de julgar o valor da vida do outro, respaldado pelo manto da legalidade e pela reivindicação de valores humanistas? No filme, amparados no discurso da responsabilidade cidadã, os jurados substanciam seus julgamentos, de forma consciente ou não, de boa vontade ou não, a partir de seus próprios preconceitos, interesses pessoais e até traumas individuais, que emergem de um substrato social e cultural carregado de racismo, xenofobia e moralismo. Cabe ao jurado 8, interpretado soberbamente por Henry Fonda, pôr em questão as certezas impensadas que resultam de automatismos apressados, e trazer para o primeiro plano a responsabilidade da reflexão para a tomada de decisões vitais em nome da sociedade.

 

Uma outra frente de discussão pode ser, paralelamente, acionada pelo filme: em tempos do que Tom Zé chamou de “Tribunal do Facebook”, o filme de 1957 pode ser visto em modo de analogia com a era dos ambientes digitais e os frequentes ímpetos de denuncismo, moralismo e embates políticos polarizados que grassam nas redes sociais, e que não raro descambam para dinâmicas acusatórias, de linguagem punitivista e, no limite, para linchamentos virtuais com consequências e proporções devastadoras para a vida de pessoas acusadas e lançadas ao escracho público sem qualquer possibilidade de defesa. Em casos assim, pela própria tendência amplificadora das redes sociais, inexiste qualquer parâmetro ou marco para se verificar sequer a veracidade das acusações. Esse tema se liga àquele da era das ideologias em que a razão política se converte, em certos contextos, em um esforço discursivo de negação do outro.

No âmbito propriamente cinematográfico, considerando especialmente os seus aspectos formais e dramáticos, “Doze Homens e uma Sentença” motiva boas discussões: o filme se passa quase que inteiramente no interior de uma sala e valoriza enfaticamente a performance dos atores e os diálogos entre os personagens. Estilisticamente, Lumet — sempre próximo do realismo — recorre a artifícios como o posicionamento orientado da câmera e de enquadramentos bem delimitados, para causar sensações de claustrofobia, proximidade ou distanciamento, segundo a progressão narrativa. O diretor, que realizou mais de 50 filmes ao longo de sua carreira, é considerado um grande retratista de Nova York e um dos últimos moralistas de Hollywood, cuja obra se debruça sobre temas relacionados às questões éticas e da integridade dos personagens.

“Doze Homens e uma Sentença” é um clássico, um caso raro de primeiro filme de um diretor que se torna obra-prima celebrada por críticos e cinéfilos. O filme foi indicado a três Oscars (Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro), além de ter ganhado o Leão de Ouro no Festival de Berlim, em 1957. A sua atualidade, entretanto, é incontornável.

12 Angry Men, Estados Unidos, Drama, 1957, 96 minutos. PB. Direção: Sidney Lumet.

O CINEMATÓGRAFO NA SALADEARTE

O Cinematógrafo acontece mensalmente na Saladearte — Cinema do Museu (Corredor da Vitória), sempre no último sábado do mês, exibindo filmes de formas e temas diversificados. A curadoria é dos cineastas Fabricio Ramos e Camele Queiroz e as sessões são sempre seguidas de uma boa conversa sobre o filme, mas também sobre as relações do cinema com a arte e a vida. Os ingressos são vendidos normalmente no local, com preço especial no valor de meia entrada para todos.

Localização: Saladerte – Cinema do Museu, Museu Geológico da Bahia. Corredor da Vitória. Salvador-Ba.

Sessão vibrante do CinematograFinho de setembro exibiu filme do mestre Miyazaki

Cinematografinho Cartaz Geral

O universo da infância no Cinema para crianças e adultos, juntos! Essa é a novidade que propõe o CinematograFinho, mostra de filmes que acontece uma vez por mês, aos sábados (no segundo sábado do mês), na Saladearte – Cinema do Museu, situada no Corredor da Vitória.  A primeira sessão foi em agosto, com o filme “Filhos do Paraíso”, comovente drama do diretor iraniano Majid Majid. A segunda sessão, que aconteceu no dia 15 de setembro, apresentou “Meu Vizinho Totoro”, do mestre da animação japonês Hayao Miyazaki. A sessão foi tão concorrida que uma sessão extra foi programada para o sábado seguinte, no dia 22.

A ideia é, a cada mês, divulgar a programação e inventar formas de reunir adultos e crianças num programa cultural, juntos! A programação pode ser acompanhada no site do Cinematografinho: https://cinematografo.art.br/

E seguindo a mostra nas redes: no Facebook e no Instagram.

Nas fotos: crianças e adultos conversam sobre o filme e desenham juntos depois da sessão!

 

A curadoria do CinematograFinho, é dos cineastas e pesquisadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Para Camele, aliás, “o CinematograFinho nos parece, sem dúvida, a ação mais desafiadora, a que mais exige de nós, pois busca incentivar nas crianças uma relação mais duradoura e reflexiva com os filmes e com o cinema, ao mesmo tempo em que quer ser um programa interessante também para jovens e adultos”.

Para os curadores, o desafio de tornar o CinematograFinho um programa de interesse comum para crianças, jovens e adultos, exige cuidados e ações especiais que vão desde a criteriosa escolha dos filmes, que devem trazer temas e formas que não se reduzam à estética infantil dominante, até a adaptação atenciosa das legendas, aumentando sua duração e modificando certas expressões para favorecer a leitura das crianças. O trabalho em cima das legendas é fundamental, diz Camele, pois, “nos casos de filmes de outros países, possibilita às crianças que começam a exercitar a leitura verem filmes nos idiomas originais, experimentarem sonoridades e ritmos próprios de cada língua, tendo contato com outras culturas de forma mais viva e sem sacrificar tanto a atenção às imagens”, comenta a curadora. Aliás, completa Camele, o CinematograFinho possibilita o acesso a filmes que dificilmente estariam disponíveis para serem vistos numa sala de cinema. Oferece, portanto, uma oportunidade!

Para Fabricio Ramos, “o esforço do CinematograFinho é o de aliar um programa lúdico que, ao mesmo tempo, valoriza os sentimentos de inquietude e de curiosidade inerentes às crianças, mas também aos adultos que não se deixam acomodar e se alegram diante da grande novidade que o mundo oferece ao olhar e à vida a cada instante”.

A Saladearte – Cinema do Museu, inclusive, orienta o espaço para atender a demanda especial, oferecendo condições para conversas após as sessões, reunindo crianças e adultos, para aqueles que quiserem estender a experiência trocando as primeiras impressões sobre o filme.

Os ingressos são vendidos no local e a programação mensal do CinematograFinho pode ser conferida no site do Circuito Saladearte e na página da mostra nas redes sociais. O CinematograFinho é fruto da parceria entre o Circuito Saladearte, o Cinematógrafo e a Escola Via Magia.

FOTOS da Sessão de setembro, que apresentou “Meu Vizinho Totoro”, de Hayao Miyazak:

Sessão de MUROS (2015) em Vitória da Conquista, BA

De 11 a 13 de setembro, o campus da UESB em Vitória da Conquista sediará a Jornada de Fotografia e Cinema

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Será realizada entre os dias 11 e 13 de setembro de 2018, a Jornada de Fotografia e Cinema. MUROS (2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos e com a participação do fotógrafo Rogério Ferrari, passa no dia 11.9, a partir das 19h.

No dia 12.9, Rogério Ferrari participa do evento e lança o livro “Parentes” às 19h30, na Cazazul Teatro Escola. O livro traz fotografias tiradas em comunidades indígenas na Bahia compondo um trabalho que Rogério realiza há vários anos junto aos povos e movimentos sociais em luta por terra e auto-determinação.

A programação completa, bem como os detalhes sobre inscrição nas oficinas, podem ser acessadas o site da UESB.
 

Segunda Sessão do CinematograFinho apresenta “Meu Vizinho Totoro”, obra do mestre da animação Hayao Miyazaki

Novidade em Salvador: Universo da infância para crianças e adultos curtirem juntos o cinema nas tardes de sábado

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O universo da infância no Cinema para crianças e adultos, juntos! Essa é a novidade que propõe o CinematograFinho, mostra de filmes que acontece aos sábados, uma vez por mês, na Saladearte — Cinema do Museu, situada no Corredor da Vitória. A primeira sessão foi em agosto, com o filme “Filhos do Paraíso”, comovente drama do diretor iraniano Majid Majidi. A segunda sessão, que será no dia 15 de setembro, apresenta “Meu Vizinho Totoro”, do mestre da animação japonês Hayao Miyazaki. O filme é um lindo e poético drama sobre o poder da imaginação e sobre a nossa relação com a natureza, a família e a vida.

A iniciativa é um desdobramento do Cinematógrafo, mostra também mensal que acontece desde 2016 em Salvador, mas que é voltada para um público de jovens e adultos, exibindo filmes que suscitem questões e reflexões sobre as relações entre cinema, arte, política e aspectos da vida cotidiana.

A curadoria, tanto do Cinematógrafo quanto do CinematograFinho, é dos cineastas e pesquisadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Para Camele, aliás, “o CinematograFinho nos parece, sem dúvida, a ação mais desafiadora, a que mais exige de nós, pois busca incentivar nas crianças uma relação mais duradoura e reflexiva com os filmes e com o cinema, ao mesmo tempo em que quer ser um programa interessante também para jovens e adultos”.

Para os curadores, o desafio de tornar o CinematograFinho um programa de interesse comum para crianças, jovens e adultos, exige cuidados e ações especiais que vão desde a criteriosa escolha dos filmes, que devem trazer temas e formas que não se reduzam à estética infantil dominante, até a adaptação atenciosa das legendas, aumentando sua duração e modificando certas expressões para favorecer a leitura das crianças. O trabalho em cima das legendas é fundamental, diz Camele, pois, “nos casos de filmes de outros países, possibilita às crianças que começam a exercitar a leitura verem filmes nos idiomas originais, experimentarem sonoridades e ritmos próprios de cada língua, tendo contato com outras culturas de forma mais viva e sem sacrificar tanto a atenção às imagens”, comenta a curadora. Aliás, completa Camele, o CinematograFinho possibilita o acesso a filmes que dificilmente estariam disponíveis para serem vistos numa sala de cinema. Oferece, portanto, uma oportunidade!

Para Fabricio Ramos, “o esforço do CinematograFinho é o de aliar um programa lúdico que, ao mesmo tempo, valoriza os sentimentos de inquietude e de curiosidade inerentes às crianças, mas também aos adultos que não se deixam acomodar e se alegram diante da grande novidade que o mundo oferece ao olhar e à vida a cada instante”.

A Saladearte — Cinema do Museu, inclusive, orienta o espaço para atender a demanda especial, oferecendo condições para conversas após as sessões, reunindo crianças e adultos, para aqueles que quiserem estender a experiência trocando as primeiras impressões sobre o filme.

Os ingressos são vendidos no local e a programação mensal do CinematograFinho pode ser conferida no site do Circuito Saladearte e na página da mostra nas redes sociais. O CinematograFinho é fruto da parceria entre o Circuito Saladearte, o Cinematógrafo e a Escola Via Magia.

Sobre o Filme “Meu Vizinho Totoro”

 

A segunda sessão, que será no dia 15 de setembro, apresenta “Meu Vizinho Totoro”, do mestre da animação japonês Hayao Miyazaki. O filme é um lindo e poético drama sobre o poder da imaginação e sobre a nossa relação com a natureza, a família e a vida.

O filme, produzido e lançado em 1988 pelo Estúdio Ghibli, famoso por seus filmes sobre mundos de fantasia infantis, quase sempre protagonizados por crianças, mas com dramaticidade que atrai também o interesse de jovens e adultos.

Em “Meu Vizinho Totoro”, dirigido pelo japonês Hayao Miyazaki, um mestre dos filmes de animação, duas meninas se mudam com o pai para o interior do Japão, com o objetivo de ficar perto da mãe, que está internada em um hospital. Lá, elas viverão muitas aventuras ao lado de um simpático espírito protetor da floresta chamado Totoro, que vive em uma enorme árvore.

Para muitos, Totoro teria uma inspiração autobiográfica, aludindo ao período em que a mãe do diretor ficou internada por anos no hospital de Shichikokuyama, no Japão.

A classificação do filme é livre. A versão exibida é legendada (com legendas especialmente trabalhadas).

CinematograFinho — segunda sessão:

Filme: “Meu Vizinho Totoro” (1988, 85 min., Japão-EUA)

Onde: Na Saladearte — Cinema do Museu, Corredor da Vitória (Salvador).

Quando: dia 15 de setembro, sábado, às 15h.

Quanto custa: 12,00 a meia e 24,00 a inteira

Informações: contato@bahiadoc.com.br

Em agosto, Salvador tem fim de semana especial de cinema: Cinematógrafo (sáb, 25) e Sessão Double Bill (dom, 26)

Neste mês de agosto, dois eventos de Cinema buscam promover encontros com um público diversificado para ver os filmes e conversar sobre as relações do cinema com aspectos da vida e da arte.

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No último fim de semana de agosto, acontecem no Circuito de Cinema — Saladearte dois eventos para quem gosta de filmes e de conversar sobre cinema e suas as relações com a vida, a arte, o pensamento e a política, no sentido amplo do termo.

No sábado (25/8), às 16h30 no Cinema do Museu (Corredor da Vitória), o Cinematógrafo na Saladearte exibe “Iluminação”, filme do diretor polonês Krzysztof Zanussi, um dos expoentes da nowa fala, a nouvelle vague polonesa. O filme, lançado em 1973, acompanha a educação de um jovem adulto, desde sua entrada na universidade até o doutorado, ao mesmo tempo em que acompanha sua formação interior, seu aprendizado sobre a vida, família, sexualidade e valores morais e espirituais. O Cinematógrafo acontece mensalmente no Cinema do Museu, sempre no último sábado de cada mês. A curadoria é dos cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos (Muros, Quarto Camarim), que programam filmes de formas e temas diversificados e promovem, depois de cada sessão, uma conversa com o público debaixo da grande mangueira no pátio. Ingressos à venda no local no valor único de meia entrada para todos. Leia a nota dos curadores sobre o filme “Iluminação” aqui.

No domingo (26/8), às 10h na Saladearte da UFBA, a segunda Sessão Double Bill valoriza a tradição das matinês dominicais e traz para Salvador o conceito da dobradinha cinematográfica criada nos EUA nos 1940: o público de Salvador vai poder ver dois filmes com um só ingresso. A Sessão traz sempre um tema. Neste domingo, a conversa será sobre “utopia e desencanto nos anos 1960”. No programa, um dos filmes inaugurais do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague, “Paris nos Pertence”, primeiro longa de Jacques Rivette. Completa a sessão, um dos mais contundentes retratos geracionais do período, o documentário “Morrer aos 30 anos”, de Romain Goupil. A ideia da Sessão veio do crítico, programador e curador da Double Bill, Adolfo Gomes. Também participam da curadoria os cineastas Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Adolfo apresentará os filmes e conduzirá o bate papo após a sessão. A Sessão Double Bill é bimestral e acontece sempre num domingo, na Saladearte da UFBA. Acesse mais detalhes sobre os filmes e sobre a sessão de agosto aqui.

Cópias restauradas

A Sessão Double Bill, neste mês, tem o apoio da Cinemateca Francesa no Brasil, que disponibilizou cópias restauradas dos dois filmes, trazidas ao Brasil especialmente para a sessão.

Um dos atrativos dos dois eventos, Cinematógrafo, que é mensal, e Double Bill, que é bimestral, é a oportunidade de ver filmes que dificilmente seriam exibidos em salas de cinema na cidade. Os usuários das redes sociais podem acompanhar a programação dos eventos nas respectivas páginas do Facebook: Cinematógrafo na Saladearte e Sessão Double Bill.