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Cinematógrafo na Casa 149 de junho (dia 29) exibe o filme argentino XXY

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“XXY”, escrito e dirigido pela argentina Lucía Puenzo, é uma é uma co-produção da Argentina, França e Espanha, lançada em 2007.

Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

O filme, um drama intenso e sensível de tema delicado, tem um ritmo pausado e reflexivo. XXY é a estréia na direção de Lucía Puenzo, conhecida pelos roteiros de filmes como A través de tus Ojos e La Puta y la Ballena, além de escrever para séries de televisão como Hombres de Honor e Sol Negro. Seu pai, Luis Puenzo, é diretor premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986, com o filme A História Oficial, sobre desaparecidos durante a ditadura argentina.

Em termos de festivais e prêmios, o filme teve uma importante trajetória: recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e foi escolhido para representar a Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, XXY ganhou o Goya (o Oscar espanhol) e o Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Filme Latino Estrangeiro, foi o grande vencedor da premiação dos críticos de cinema da Argentina (Melhor Filme, Roteiro e Atriz, para Inés Efron) e ganhou os festivais de Atenas (Grécia), Bangkok (Tailândia), Cartagena (Colômbia), Edinburgo (Escócia), Montreal (Canadá) e São Francisco (EUA), entre outros.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

A iniciativa realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

 

MUROS participa do Circuito Cine Éden em Ipiaú

Circuito Cine Éden exibe filmes, lança livro e debate temas relacionados a Preservação do Patrimônio Histórico Cultural 

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MUROS
(2015, 25min), filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa do Circuito Cine Éden, em Ipiaú. A sessão será no dia 15 de junho, quinta-feira, às 15h, no Cine Center Ipiaú.

O Circuito Cine Éden promove um espaço de trocas e de formação tendo o cinema e a cultura como temas mobilizadores de debates e reflexões. A mostra, que acontece em Ipiaú/Ba de 14 a 17 de junho de 2017, reunirá produtores, realizadores, estudantes, professores e artistas de diversas áreas de atuação, oferecendo ao público interessado exibições de filmes, mesas de debates, oficinas, lançamento de livros, além de diálogos cinematográficos para debater as produções exibidas. Todas as ações serão gratuitas e acontecerão em horários distintos no Cine Center Ipiaú.

O evento, através de mesas de debates que contarão, inclusive, com a presença do ex-Ministro da Cultura Juca Ferreira, põe em destaque a mobilização pela revitalização do Cine Teatro Éden. Mais informações e a programação completa podem ser acessadas no site da mostra: http://vooaudiovisual.com.br/projects/circuitocineeden/ 

MUROS

No filme, o fotógrafo baiano Rogério Ferrari, nascido em Ipiaú, percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Rogério Ferrari retrata, há vários anos, a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, compondo – a partir de suas vivências – um conjunto de registros fotográficos que ele denomina “Existências-resistências”, que busca oferecer um olhar outro sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

muros-cartaz-novo-leveMUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz. O filme passou por diversos festivais nacionais e internacionais e ganhou prêmios na bahia e em São Paulo. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

mais informações no site do filme: https://curtamuros.wordpress.com

MUROS participa da Mostra Sesc de Cinema em junho

A mostra acontece de 2 a 12 de junho de 2017 em Salvador, Barreiras e Vitória da Conquista

MUROS, filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa da etapa estadual da Mostra Sesc de Cinema, que será realizada em três cidades baianas entre os dias de 2 e 12 de junho de 2017. O filme relaciona Brasil e Palestina e traz a participação do fotógrafo Rogério Ferrari. Vinte filmes baianos foram selecionados para compor a programação da mostra estadual.

MUROS passa sábado, dia 3 de Junho, na Sala Walter da Silveira, na sessão de curtas que começa às 14h. Após a sessão, haverá bate papo com os realizadores.

A mostra, de acordo com o site Sesc Bahia, “busca contribuir para a difusão e fortalecimento da produção artística audiovisual nacional, promovendo discussão e intercâmbio entre realizadores, público, estudantes e críticos, por meio da realização de mostras estaduais e nacional, compreendendo as produções audiovisuais oriundas dos estados de cada uma das cinco regiões do País (Norte, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste) e de uma mostra nacional”.

Mais informações e a programação completa podem ser acessadas no site do Sesc Bahia.

Cinematógrafo na Casa 149 de MAIO exibe “Nostalgia da Luz”

O Cinematógrafo de maio, que acontece na quinta-feira (25) às 20h, exibe “Nostalgia da Luz” (90min, 2010), filme de Patrício Guzmán. Premiado em Cannes em 2010, o filme trata de memória e política, sem prescindir da poesia e da dimensão existencial e cósmica da condição humana.

O filme se passa no deserto do Atacama, no norte do Chile, o local mais seco do planeta. Lá, astrônomos, arqueólogos e mulheres – no início, elas eram um grupo de cinquenta mulheres, depois, não mais que dez porque envelheceram e, com o tempo, vão morrendo – procuram no espaço, na terra e na areia, rastros de estrelas mortas, vestígios de passados remotos e restos de homens e mulheres assassinados pelo regime de Pinochet que foram enterrados ou jogados de helicópteros militares, se não no mar, na imensidão desse deserto desolado.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

 

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e agora “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes de ação norte-americanos.

Dirigido por Joshua Oppenheimer e co-dirigido por Christine Cynn e um indonésio anônimo, “O Ato de matar” é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”.

O filme ganhou o prêmio do público no Festival de Berlim em 2013 e, no mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no BAFTA – a Academia de Artes do Cinema e da Televisão da Inglaterra. Na ocasião da premiação, o diretor Oppenheimer afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm “responsabilidade coletiva” por “participar e ignorar” os crimes cometidos na Indonésia (a declaração do diretor foi omitida do vídeo publicado online pelo BAFTA). Link: https://goo.gl/9MlF1N

Ganhou ainda o Prêmio do Cinema Europeu de 2013 como melhor documentário e foi nomeado para a categoria de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2014.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

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Trata-se de uma iniciativa independente (não conta com patrocínios) que resulta de uma parceria entre a Casa 149, de Pedro Navarro, e o Bahiadoc – arte documento, e acontece com a ajuda de várias pessoas que apoiam e participam. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Para aqueles que desejarem colaborar, a cada sessão estará à vista uma caixinha para recolher contribuições, que servirão para custear as despesas do evento (estrutura de projeção, do espaço, energia, limpeza etc).

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016); e agora “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012).

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O Abraço da Serpente”

A proposta da iniciativa é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador.

A proposta é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas. A dupla Camele Queiroz e Fabricio Ramos assumem a curadoria. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

MARÇO 2017

O filme deste mês será “O Abraço da Serpente”, dirigido pelo colombiano Ciro Guerra.

Confira a breve nota dos curadores Fabricio e Camele sobre o filme:

“O Abraço da Serpente” (2016) é um filme sobre extinção no sentido em que essa palavra se liga às palavras destruição e extermínio, tanto de corpos quanto das identidades indígenas das culturas amazônicas. Mas o filme é também sobre um choque cultural profundo entre o branco e o índio mediado pela selva. A selva que é um mistério e um mundo.

Baseado nos diários de dois exploradores europeus, os segredos e os mistérios amazônicos compõem um leitmotiv inusual: entre o passado e o presente, a jornada em busca de uma planta com propriedades místicas, um explorador pioneiro e febril em busca da cura, um outro explorador em busca das descobertas do antecessor e de suas próprias autodescobertas, um xamã a guiar a experiência fora do tempo e percorrendo uma espacialidade mágica, misteriosa e exuberante, porém sem as cores da selva.

A proposta estética do diretor Ciro Guerra e do diretor de fotografia David Gallegos nos revela um mundo em preto e branco para que, explicam eles, as cores da floresta não desloquem a potência do filme. Realmente, a fotografia em preto e branco não deixa que a exuberância da selva nos arrebate de forma predominantemente visual, embora o filme seja visualmente impressionante!

No que tange à estrutura narrativa, o filme suscita ressalvas críticas: mostra uma temporalidade confusa e evoca de passagem — embora cruamente — uma ampla variedade de temas que participam das tragédias históricas e sociais amazônicas (as missões católicas, a exploração do homem branco e do “colombiano civilizado”, o extrativismo econômico), incorrendo em alguns excessos dramáticos para compensar a abordagem rápida de tais questões. Mas pode-se ver tais excessos como parte consciente da proposta do filme que recorre a suspensões perceptivas, licenças poéticas, em suma, à ousadia formal.

O que fica do filme (que também teve seus dez minutos de aplausos em Cannes na sua vez, e teve sucesso também em seu país, ficando mais de 11 semanas em cartaz na Colômbia) é a forma como ele nos fala, não somente da Amazônia e seus mistérios, mas de algo profundo em nós, de um lugar de uma perda que buscamos preencher e que o filme recoloca de forma intensa: um lugar profundamente sul-americano.

Todas as informações sobre o Cinematógrafo na Casa 149 serão difundidas também no Facebook. Acompanhem a página:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Casa 149: literatura conversas cinema – dia 20/12 às 20h

Exibição do filme “Gueros” e conversas sobre arte, cultura, literatura e cinema: dia 20 de dezembro, às 20h, na CASA 149 no Rio Vermelho.

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A ideia é realizar uma série de encontros que, exibindo filmes, junte pessoas interessadas  em literatura! Dito de outro modo, vamos partilhar as impressões de cinéfilos sobre a vasta literatura que porventura tenha marcado a cada um individualmente. Não propriamente falar de adaptações ou de relações entre cinema e literatura., mas antes participar de uma aventura pelas veredas das imagens e dos sentidos – esses mundos mutuamente partilhados pela literatura e pelo cinema.

O primeiro encontro, gratuito e aberto a qualquer interessado, será no dia 20 de dezembro, às 20h, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural, que fica na Rua da Paciência, n. 149, orla do Rio Vermelho. Salvador/Ba.

Confirme presença no evento do Facebook: clique aqui.

“GUEROS” (México, 2014)

O filme que será projetado será “Güeros” (2014), primeiro longa do mexicano Alonso Ruiz Palacios. Na trama, três personagens, marcados pela apatia e pelo tédio, percorrem a Cidade do México em busca de um roqueiro mexicano obscuro, desconhecido e moribundo, que teria feito “Bob Dylan chorar”. Na forma, o filme desdobra a relação entre cinema e experiência poética, revelando um feliz domínio estilístico da especificidade cinematográfica.

O longa-metragem ganhou o prêmio de Melhor Filme Estreante em Berlim e o Melhor Filme Latino-Americano em San Sebastian. Por aqui, foi exibido no Festival Internacional de Cinema da Bienal de Curitiba, em 2015.

Casa 149: literatura conversas cinema

A ideia não é reunir um público para um evento, mas um grupo aberto que queira realizar, a cada encontro, novos encontros e mesmo novos grupos. Um grupo aberto, variado, a partir do qual os encontros subsequentes sejam articulados, discutindo propostas de leituras a serem conversadas e de filmes a serem exibidos a cada evento. O objetivo é que o primeiro encontro desencadeie os novos encontros e, a cada encontro, novas propostas sejam articuladas pelo grupo que estiver presente, incluindo programação, datas e estruturas necessárias, para mantermos assim uma dinâmica periódica de encontros, mesmo com grupos variados. Todos são bem-vindos. A entrada é livre. Levem almofadas ou esteiras para sentarem durante a projeção.

A Casa 149, que cedeu o espaço para o nosso primeiro encontro, é uma galeria de arte e centro cultural, que fica na Rua da Paciência, n. 149, Rio Vermelho. Salvador – Bahia.

Assista o curta “Regulamentação da profissão de vaqueiro”, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos

O documentário “Regulamentação da Profissão de Vaqueiro”, dirigido por Camele e Fabricio, acompanha a viagem dos vaqueiros da Bahia a Brasília. Os diretores foram honrados com a presença, devidamente autorizada, de canções de Elomar na trilha sonora do filme.

Filme na íntegra:

Vaqueiros CRTAZ arte 3 defSINOPSE:

Em setembro de 2013, vaqueiros de diferentes regiões do sertão nordestino viajaram a Brasília para acompanhar, no Plenário do Senado Federal, a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre a regulamentação da profissão de vaqueiro no país. O registro, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, é uma memória da viagem.

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SOBRE O FILME

Captura de tela 2013-10-02 às 19.00.30A convite do antropólogo Washington Queiroz, os realizadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz embarcaram num ônibus junto com trinta e dois vaqueiros vindos de diferentes regiões do sertão da Bahia. A comitiva seguiu para Brasília, rumo ao Plenário do Senado Federal, para acompanhar a votação do Projeto de Lei que dispõe sobre o reconhecimento da profissão de vaqueiro no país. A viagem aconteceu entre 22 e 25 de setembro de 2013, e no dia 24 de setembro o projeto foi aprovado no Senado, seguindo então para a sanção da Presidente da República. Em Brasília, reuniram-se a comitiva da Bahia vaqueiros de Pernambuco, do Piauí, de Alagoas e do Maranhão, somando mais de cento e trinta vaqueiros encourados, vestindo gibão, peiteira, perneira e chapéu de couro, todos no interior do Plenário do Senado.

Como realizadores, pudemos prosear com os vaqueiros durante a viagem e conhecer um pouco de suas vidas. A história de muitos deles, sobretudo daqueles que vivem nas regiões mais precárias do sertão e da caatinga, revela muita coragem e fé, mas também realidades sociais dramáticas, injustas e muito graves. O documentário não resume a história dos vaqueiros, nem a isso se propõe: apresenta a memória filmada dessa viagem que os vaqueiros fizeram para testemunhar um momento histórico no país, que é parte de um processo de reconhecimento do vasto patrimônio cultural do sertanejo, que tanto vivifica o árido bioma da caatinga, com a sua legião de seres encantados, bois ideados ou com maçãs; as suas relações com o sagrado, com o enfrentamento da morte sempre próxima, e a cultivar a vida, amores e paixões, tão bem expressas na arte em couro, metal, madeira, barro e palha que caracteriza os saberes e fazeres dos vaqueiros do sertão, que se manifestam na música, no aboio, na literatura, na gastronomia, na medicina, na mitologia.

Captura de tela 2013-10-02 às 11.20.16Coube aos realizadores produzir a memória audiovisual da viagem a Brasília, que resultou no documentário Regulamentação Profissão de Vaqueiro (30min), dirigido e produzido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz, realizado com o apoio do Senado Federal e do antropólogo Washington Queiroz, que se dedica, há mais de trinta anos, à luta pelo reconhecimento simbólico e efetivo da atividade tradicional do vaqueiro, a partir da perspectiva dos fazeres e saberes do universo sertanejo.

Para Washington, que articulou com grande esforço a viagem dos vaqueiros a Brasília, a figura do vaqueiro é protagonista do maior fenômeno sócio-cultural-econômico de fixação e unidade em toda a região Nordeste e em outras regiões do país. “O vaqueiro”, lembra, “foi quem crivou o território baiano com locais de pouso e currais que se transformariam nas primeiras cidades do interior da Bahia e do Nordeste”.

MUROS: sessões em Estocolmo, Viena e La Plata

captura-de-tela-2016-09-19-as-13-28-42Entre setembro e outubro de 2016, o curta MUROS, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa de Festivais dedicados ao cinema brasileiro em Estocolmo, na Suécia, e em Viena, na Áustria; e de festival dedicado ao cinema latinoamericano em La Plata, Argentina.

MOSTRAS e FESTIVAIS:

Viena, Áustria. No dia 16 de setembro MUROS foi exibido como parte da programação do InquieTudo Film Festival, voltado para o Cinema em língua portuguesa, que acontece no Top Kino, em Viena.

Estocolmo, Suécia: participando do 10º BrasilCine, Mostra de filmes nos Países Nórdicos dedicada ao cinema brasileiro, MUROS passa no dia 4/10, às 17h, no Centro de Língua Portuguesa. (Veja o programa completo)

La Plata, Argentina: pela Mostra Oficial do 11º Festival de Cine Latino Americano de La Plata – FESAALP. Este ano, o país homenageado pelo Festival é a Bolívia.

muros-cartaz-novo-leveMUROS relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador. O curta ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico do V Feciba em 2015; foi premiado como um dos 10+ favoritos do público do 26º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Mais informações no site do curta.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Vídeo resume a experiência da Mostra de Filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro

Registro que resume a experiência da Mostra de Filmes Cine Odé – Cinema no Terreiro. De janeiro até julho de 2016, a mostra realizou doze sessões de cinema no Terreiro de Odé, em Ilhéus, exibindo filmes diversificados: de clássicos de nossa cinematografia a vídeos descobertos pelos curadores Camele Queiroz e Fabricio Ramos em pesquisas no Youtube. Ficções e documentários, animações, curtas e longas, sempre filmes com temáticas que valorizam o conhecimento e a reflexão acerca das religiões de raízes africanas e indígenas. O Cinema foi ao Terreiro e tal experiência revelou um pouco de como o nosso cinema viu e vê a cultura dos Orixás e as religiões afroindígenas.

O Cine Odé – Cinema no Terreiro é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através do edital público de Agitação Cultural 2015 da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Acesse mais informações sobre a Mostra e fotos das sessões em:
https://cineodeblog.wordpress.com/