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Nota de Solidariedade do Bahiadoc ao Cine XIV – Circuito Saladearte

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Na manhã do último dia 11 de novembro, quando nos preparávamos para mais uma sessão do Cinematógrafo no Cine XIV, fomos informados da tragédia: um incêndio consumia o cinema.

Ainda sem ter a dimensão precisa dos danos, nos dirigimos até a sala, no Pelourinho, e nos deparamos com um cenário de destruição total.

Nós iniciamos o Cinematógrafo, uma mostra de filmes independente, no Rio Vermelho, na Casa 149. Ali, num esquema artesanal de montagem de estrutura de projeção, realizamos sessões durante seis meses, que começaram em dezembro de 2016. Até que, em julho de 2017, fomos convidados a realizar o Cinematógrafo no Cine XIV, que ofereceu, através de uma gentil parceria, toda a estrutura da sala para as exibições e para as conversas que sucediam as sessões. Lá, realizamos as sessões de agosto, de setembro e de outubro, às quais compareceram um público crescente e diversificado que, em boa parte, conheceram o Cinematógrafo através da divulgação do Circuito Saladearte e do Cine XIV.

 

O Cine XIV, que opera no Pelourinho há vários anos, mas passara por uma reforma e fora reinaugurado há um ano, oferece uma programação diferenciada, quase totalmente voltada para produções nacionais e cujos ingressos são vendidos a preços subsidiados, num esforço permanente de atrair um público do entorno, considerando tal entorno o próprio Pelourinho e as suas adjacências, mas também toda a Cidade Baixa até a Ribeira.

Com a chocante notícia do incêndio, cujas causas estão sendo apuradas e que, felizmente, não deixou vítimas, o nosso sentimento foi de perda: perda de um espaço no qual estávamos atuando, mas que também abrigava outras tantas iniciativas além de ser um espaço a mais, na rua, dedicado ao cinema e à cultura.

O Cinematógrafo continuará! Em breve daremos notícias. Enquanto isso, esperamos que o Cine XIV seja restaurado e retorne ainda mais forte, dono de uma história de resiliência de sensível impacto cultural em Salvador!

Nós, do Bahiadoc, expressamos o nosso agradecimento e a nossa solidariedade a todos aqueles que, trabalhando ou frequentando a sala, davam vida ao Cine XIV e ao centro histórico, contribuindo para o dinamismo cultural da cidade e para a valorização do cinema e da arte.

Que Salvador volte a contar com esse espaço charmoso, aberto à parceria com iniciativas independentes e estimulador da inclusão cultural através do acesso e do conhecimento das obras cinematográficas que nem sempre encontram outros espaços de difusão.

Vida longa ao Cine XIV!

De Camele Queiroz e Fabricio Ramos, coordenadores do Bahiadoc – arte documento e curadores do Cinematógrafo no Cine XIV.

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Cinematógrafo no Cine XIV de novembro, dia 11, exibe “A Ghost Story”, de David Lowery

 

 

Nota dos curadores Fabricio Ramos e Camele Queiroz:

Ela (Rooney Mara) e ele (Casey Affleck) são um jovem casal que se prepara para mudar de casa, quando ele morre, num banal acidente de carro. Ela tenta superar a perda repentina, enquanto vive o luto. Ele, entretanto, reaparece na forma de um fantasma silencioso, e volta a habitar a casa em que moravam, oculto em uma dimensão inacessível para ela. Através de deslocamentos temporais, o filme expande o drama pessoal do fantasma até um nível cósmico, oscilando entre apegos às histórias de uma vida e o vislumbre da eternidade. Logo somos instados a acompanhar a “existência” de um fantasma de aspecto cômico, mas que nos atrai por sua dimensão trágica e por sua presença muda e enigmática.

Difícil de classificar, “A Ghost Story”, escrito e dirigido por David Lowery, recorre à iconografia dos fantasmas de quadrinhos infantis: o lençol branco com dois buracos vazios na altura dos olhos. Mas o fantasma de Affleck, embora mudo (será mesmo Affleck ali o tempo todo?) transmite, em seu silêncio e passividade, uma melancolia penetrante que, de imediato, embaralha os códigos da representação arquetípica.

Aliando temas metafísicos com uma subversão paródica de filmes de fantasma, “A Ghost Story” tem sido apontado como um entre vários filmes de um sub-gênero emergente, classificado como pós-terror, que substitui os sustos e as criaturas horripilantes por dramas existenciais em relação com os medos sociais profundos (A Bruxa, de Robert Egger, é um exemplo, e It Comes at Night, de Trey Edward Shults, outro).

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De fato, não obstante a atmosfera indie, uma das cenas de “A Ghost Story” reproduz as típicas assombrações do tipo Poltergeist, embora pelas vias de uma rotação de perspectiva que desloca o lugar do fantasma na ação. Outras referências estéticas mais ou menos evidentes são os filmes de Apichatpong Weerasethakul (certa naturalização do sobrenatural me lembrou “Tio Boonmee”), e os filmes de horror psicológicos de Kubrick, em The Shining, e de Polanski, especialmente o da chamada “trilogia do apartamento”, destacando o famoso O Bebê de Rosemary.

Mas, muito embora o filme de Lowery nos apresente efetivamente uma história de fantasma, ele desvia das convenções do cinema de terror, ignora seus códigos e regras básicas, e constrói um filme sobre a transitoriedade das coisas e a fugacidade de tudo, em contraste com a nossa vontade de permanência e não aceitação da finitude que nos encerra, tal como faz com o fantasma do filme, em uma temporalidade múltipla e sem fim, sem qualquer finalidade que não seja uma desesperada espera por algo que pode não ser nada.

Podemos, se quisermos, avaliar se “A Ghost Story” traduz, com eficácia cinematográfica, uma reflexão filosófica ou poética. Ou, criticamente, discutir se certos elementos estéticos e escolhas narrativas incorrem em clichês pontuais. Trata-se, aliás, de um filme bem modesto, sob todos os aspectos. Mas a amplitude de seus temas, mesmo abordados com simplicidade dramática (que se expressa por vias de uma montagem bem conduzida e de uma sensorialidade moderada, mas marcante), aciona os nossos próprios fantasmas e nos fazem pensar, inclusive partindo de alguns sinais narrativos que o filme sugere, sobre as nossas relações espirituais com o tempo e a finitude, que definem a vida destinada, como tudo, a passar.

O quê: sessão de A Ghost Story no Cinematógrafo.
Quando: dia 11 de novembro, sábado, às 16h.
Onde: no Cine XIV, no Pelourinho (veja mapa mais abaixo).
(A contribuição é de R$ 5,00)

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes, mensalmente, de variadas formas e temas, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h (neste mês de novembro, a sessão será excepcionalmente no segundo sábado do mês, em virtude do feriadão que cai no primeiro). O intuito é instigar conversas sobre os mais diversos problemas contemporâneos, nos campos da política, da estética e da arte em suas relações com a vida. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e os filmes programados são divulgados a cada mês em nossas redes (curta a página no Facebook).  A contribuição é de R$ 5,00 por sessão. Apoie a iniciativa se tornando um membro associado através da anuidade (sessenta reais) que garante acesso às doze sessões anuais.  Fale conosco e participe!

 

“Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria

Curta-metragem “Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria (Porto da Barra), durante a inauguração da expo “Nosoutros”, de Rogério Ferrari. Sexta (dia 20/10), às 18h.

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O curta “Muros” será projetado na fachada do Forte Santa Maria, no dia 20 de outubro, às 18h, na inauguração da exposição “Nosoutros”, do fotógrafo Rogério Ferrari, que já pode ser vista na parte externa do Espaço Pierre Verger, no Forte Santa Maria (Porto da Barra, Salvador).

A mostra exibe 23 fotografias em preto-e-branco, que relacionam os campos de refugiados palestinos com os bairros periféricos de Salvador, reunindo fotografias de Rogério Ferrari tiradas durante as filmagens de “Muros” (2015), filme dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, e de suas vivências anteriores na Palestina, Líbano e Jordânia.

“Muros” ganhou o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri do V Feciba – Quinta edição do Festival de Cinema Baiano, em 2015. Foi premiado também como um dos 10+ Favoritos do Público no Kinoforum – 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, e participou de diversas Mostras e Festivais de Cinema na Bahia, no Brasil e no exterior. “Muros” estará acessível na íntegra online, a partira do dia 20, no site do curta: https://curtamuros.wordpress.com/

A iniciativa marca a última etapa da programação ao ar livre realizada pela Fundação Pierre Verger na parte externa do novo espaço cultural inaugurado em 2016 e cuja gestão é realizada pela prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Cultura e Turismo.

O Cinematógrafo no Cine XIV de outubro exibe “A Liberdade é Azul”

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Nota dos curadores:

Julie Vignon (Juliette Binoche) sobrevive ao acidente de carro que vitimou seu marido e sua filha pequena. Diante da dor da perda, ela decide enfrentar a tragédia experimentando uma liberdade radical em sua vida, recusando o luto e o choro, livrando-se de seus bens e patrimônio, evitando se ligar ao próprio passado e se afastando definitivamente das pessoas com as quais mantinha vínculos afetivos.

Em A Liberdade é Azul (1993), a Música e cor cumprem uma função narrativa mas, sobretudo, compõem a estética do filme, que proporciona uma experiência sensorial impactante, imprescindível de ser vivenciada num ambiente que somente a sala de cinema oferece. O tema da liberdade aparece sob uma abordagem existencial e trágica, mas evoca questões que se ligam a uma ampla variedade de problemas contemporâneos.

O diretor polonês Krzysztof Kieslowski completou a sua trilogia das cores com A Igualdade é Branca (1994) e A Fraternidade é Vermelha (1995), títulos que fazem clara referência aos ideais iluministas encampados pela Revolução burguesa na França. A acepção demasiado óbvia dos títulos poderia sugerir uma leitura apressada, relacionando o filme à preponderância de razões políticas e históricas. Entretanto, em A Liberdade é Azul, a história e a política só aparecem enquanto substrato de uma experiência individual trágica que, como um corpo que se afoga, busca na própria crise dos ideais, se não uma tábua de salvação, uma maneira possível de ficar submerso. — (Por Fabricio e Camele).

O quê: sessão de A Liberdade é Azul no Cinematógrafo
Quando: dia 7 de outubro, sábado, às 16h.
Onde: no Cine XIV, no Pelourinho (veja mapa mais abaixo)
(A contribuição é de R$ 5,00)

 

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes, mensalmente, de variadas formas e temas, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. O intuito é instigar conversas sobre os mais diversos problemas contemporâneos, nos campos da política, da estética e da arte em suas relações com a vida. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e os filmes programados são divulgados a cada mês em nossas redes (curta a página no Facebook).  A contribuição é de R$ 5,00 por sessão. Apoie a iniciativa se tornando um membro associado através da anuidade (sessenta reais) que garante acesso às doze sessões anuais.  Fale conosco e participe!

Cinematógrafo no Cine XIV: fotos da sessão do dia 2 de setembro

O Cinematógrafo no Cine XIV de setembro, que aconteceu no último sábado, dia 2, apresentou o filme “Entre a Luz e a Sombra”, de Luciana Burlamaqui, que relaciona a vida cotidiana dos personagens com questões políticas, sociais e existenciais, abrangendo temas que vão desde o crime e a violência, o sistema carcerário e a sua relação com o poder judiciário, até a arte e a música como motivadoras de reintegração social e a força dos dramas mais humanos na luta por existir segundo seus próprios sonhos e visões de mundo.

O esforço dos curadores, Camele e Fabricio, é o de compor uma programação mensal abrindo diferentes leques de possibilidades estéticas, formais e temáticas. E também o de atrair um público diversificado, que manifesta, claro, um interesse e uma ligação afetiva com o cinema, mas que não se restringe à cinefilia.

A ideia do Cinematógrafo é reinventar as formas de ver um filme, favorecer a fidelidade do público com a Sala de Cinema a partir da confiança na programação dos curadores e da expectativa de, sempre a partir de um filme, mobilizar conversas sobre as relações entre a arte e a vida, invocando assuntos do campo da ética, da estética, da política, da filosofia e das visões de mundo de cada um, enriquecendo as perspectivas na conversa que sucede à sessão.

O Cinematógrafo conta com a parceria do Cine XIV, sala do Circuito de Cinema Saladearte, localizada no Pelourinho. As sessões acontecem sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A próxima sessão, portanto, será no dia 7 de outubro. A programação será divulgada em nossas redes com antecedência. Curta a nossa página no Facebook, acompanhe e participe!

(Fotos: Camele, Fabricio e Nirlyn).

Cinematógrafo de setembro exibe “Entre a Luz e a Sombra”, filme que expressa “potência e visceralidade”

Não me recordo de nenhum filme – fic ou doc – que exponha a atual crise social brasileira com tanta potência e visceralidade. E não é bom só para debater. Na riqueza de sua dramaturgia, eis um magnífico filme de gênero, só que extraído da mais pura realidade. – Trecho de crítica de Carlos Alberto Mattos, no site Críticos.com

 

O Cinematógrafo no Cine XIV de setembro (sábado, dia 2, às 16h) exibe o filme Entre a Luz e a Sombra, de Luciana Burlamaqui, realizado entre 2000 e 2009.

[Dos curadores]

O documentário parte do encontro entre três pessoas, cujos destinos se cruzam no presídio do Carandiru: Sophia Bisilliat, uma atriz que dedica a vida a humanização do sistema carcerário através da arte; Dexter, que – junto com o amigo Afro-X – forma, dentro do Carandiru, a dupla de rap 509-E, passando a fazer shows na periferia de São Paulo; e um juiz que acredita num modelo alternativo de ressocialização dos encarcerados, permitindo que os rappers, mesmo cumprindo pena em regime fechado, possam sair para fazer shows.

A diretora Luciana Burlamaqui acompanhou a vida desses personagens por nove anos. Filmando sozinha, ela mesma operando uma discreta câmera digital e a captação do som, Luciana consegue como resultado uma relação intimista com seus personagens principais, Sophia e Dexter, que vivem um relacionamento de caráter duplo: conjugal e profissional (Sophia se torna empresária da dupla de rappers, que faz sucesso nas periferias de São Paulo), uma história de amor e de conflito, marcada pelas contradições entre pessoas de classes sociais distintas, de trajetórias diferentes e pela luta por dar sentido à vida em meio às tragédias e desafios sociais e individuais.

O filme, portanto, relaciona a vida cotidiana dos personagens com questões políticas, sociais e existenciais, abrangendo temas que vão desde o crime e a violência, o sistema carcerário e a sua relação com o poder judiciário, até a arte e a música como motivadoras de reintegração social e a força dos dramas mais humanos na luta por existir segundo seus próprios sonhos e visões de mundo.

Entre a Luz e a Sombra estreou em 2007, no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, um dos mais importantes do mundo. Participou de vários outros festivais no Brasil e no exterior, obtendo prêmios tais como Prêmio do Público de Melhor Documentário e uma Menção Especial do Júri no 17º Festival de Cinemas e Culturas da América Latina de Biarritz (França), entre outros.

Você pode confirmar presença e acompanhar as notícias sobre a sessão na página do evento no Facebook: clique aqui.

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e as sessões são seguidas de conversas. Os filmes programados serão divulgados mensalmente aqui e em nossas redes (curta a página no Facebook). O Cinematógrafo é uma parceria entre o Bahiadoc e o Circuito de Cinema Saladearte. A contribuição é de R$ 5,00 por mês (ou por sessão). Participe!

Cinematógrafo no Cine XIV exibe “O Segredo das Águas”

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Nota dos curadores:

O Segredo das Águas (2014), longa de ficção da diretora japonesa Naomi Kawase, uma experiência poética e dramática que realiza uma síntese muito própria da universalidade da vida. Ambientado nas Ilhas do sul do Japão, a exuberância serena das florestas e a instabilidade bela e desafiadora do mar ora calmo ora agitado, nos aparecem como metáforas próprias do nosso imaginário praiano tropical. O estilo, câmera na mão e ritmo sutil, aliado a um olhar poético existencial, compõe uma visão de mundo sobre a vida: seus medos e desafios, a descoberta da impetuosa e inquietante sexualidade juvenil, a sábia melancolia da velhice, e a morte – a morte como uma presença que assusta e liberta, que entristece e anima.

 

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e as sessões são seguidas de conversas. Os filmes programados serão divulgados mensalmente aqui e em nossas redes (curta a página no Facebook). O Cinematógrafo é uma parceria entre o Bahiadoc e o Circuito de Cinema Saladearte. A contribuição é de R$ 5,00 por mês (ou por sessão). Participe!

Localização:

 

Cinematógrafo no CINE XIV – parceria entre Bahiadoc e Circuito de Cinema Saladearte. Participe!

O Cinematógrafo no CINE XIV exibe filmes de variadas temáticas e formas, com sessões seguidas de conversas entre os participantes. As sessões acontecem sempre no primeiro sábado do mês, pontualmente às 16h, no Cine XIV, localizado no Pelourinho, em Salvador (veja mapa mais abaixo).

Com curadoria dos cineastas Fabricio Ramos e Camele Queiroz, a ideia é mostrar filmes, nacionais e estrangeiros, sejam documentais ou ficcionais, que estimulem conversas sobre questões atuais que expressem as relações entre o cinema, a vida e arte.

Os filmes que compõem a programação serão divulgados mensalmente nas redes do Cinematógrafo, no Facebook (curta a página) e no site da iniciativa (acesse). Em breve será anunciada a programação de agosto, sábado, dia 5.

As sessões são abertas ao público em geral, com a contribuição de R$ 5,00 por pessoa, dedicados à manutenção da iniciativa.

O Cinematógrafo vem acontecendo mensalmente, desde dezembro de 2016, primeiro na Casa 149, no Rio Vermelho, e agora na sala do Cine XIV. A iniciativa conta com o apoio de um grupo de colaboradores que, em breve, anunciará outras atividades relacionadas com o pensamento do cinema na Casa 149. Aguardem.

O Cinematógrafo no Cine XIV é uma parceria entre o Bahiadoc – arte documento, selo de Fabricio e Camele, e o Circuito de Cinema Saladearte.

O CINE XIV

A sala Cine XIV, localizada no Pelourinho, é uma das salas do Circuito de Cinema Saladearte em Salvador. O lugar dispõe de bar e café, acesso direto à praça (uma opção de espaço para as conversas após a sessão), além de excelente estrutura de projeção.

Localização:

 

Cinematógrafo na Casa 149 de junho (dia 29) exibe o filme argentino XXY

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“XXY”, escrito e dirigido pela argentina Lucía Puenzo, é uma é uma co-produção da Argentina, França e Espanha, lançada em 2007.

Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

O filme, um drama intenso e sensível de tema delicado, tem um ritmo pausado e reflexivo. XXY é a estréia na direção de Lucía Puenzo, conhecida pelos roteiros de filmes como A través de tus Ojos e La Puta y la Ballena, além de escrever para séries de televisão como Hombres de Honor e Sol Negro. Seu pai, Luis Puenzo, é diretor premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986, com o filme A História Oficial, sobre desaparecidos durante a ditadura argentina.

Em termos de festivais e prêmios, o filme teve uma importante trajetória: recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e foi escolhido para representar a Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, XXY ganhou o Goya (o Oscar espanhol) e o Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Filme Latino Estrangeiro, foi o grande vencedor da premiação dos críticos de cinema da Argentina (Melhor Filme, Roteiro e Atriz, para Inés Efron) e ganhou os festivais de Atenas (Grécia), Bangkok (Tailândia), Cartagena (Colômbia), Edinburgo (Escócia), Montreal (Canadá) e São Francisco (EUA), entre outros.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

A iniciativa realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

 

MUROS participa do Circuito Cine Éden em Ipiaú

Circuito Cine Éden exibe filmes, lança livro e debate temas relacionados a Preservação do Patrimônio Histórico Cultural 

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MUROS
(2015, 25min), filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa do Circuito Cine Éden, em Ipiaú. A sessão será no dia 15 de junho, quinta-feira, às 15h, no Cine Center Ipiaú.

O Circuito Cine Éden promove um espaço de trocas e de formação tendo o cinema e a cultura como temas mobilizadores de debates e reflexões. A mostra, que acontece em Ipiaú/Ba de 14 a 17 de junho de 2017, reunirá produtores, realizadores, estudantes, professores e artistas de diversas áreas de atuação, oferecendo ao público interessado exibições de filmes, mesas de debates, oficinas, lançamento de livros, além de diálogos cinematográficos para debater as produções exibidas. Todas as ações serão gratuitas e acontecerão em horários distintos no Cine Center Ipiaú.

O evento, através de mesas de debates que contarão, inclusive, com a presença do ex-Ministro da Cultura Juca Ferreira, põe em destaque a mobilização pela revitalização do Cine Teatro Éden. Mais informações e a programação completa podem ser acessadas no site da mostra: http://vooaudiovisual.com.br/projects/circuitocineeden/ 

MUROS

No filme, o fotógrafo baiano Rogério Ferrari, nascido em Ipiaú, percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Rogério Ferrari retrata, há vários anos, a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, compondo – a partir de suas vivências – um conjunto de registros fotográficos que ele denomina “Existências-resistências”, que busca oferecer um olhar outro sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

muros-cartaz-novo-leveMUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz. O filme passou por diversos festivais nacionais e internacionais e ganhou prêmios na bahia e em São Paulo. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

mais informações no site do filme: https://curtamuros.wordpress.com