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O Cinematógrafo no Cine XIV de outubro exibe “A Liberdade é Azul”

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Nota dos curadores:

Julie Vignon (Juliette Binoche) sobrevive ao acidente de carro que vitimou seu marido e sua filha pequena. Diante da dor da perda, ela decide enfrentar a tragédia experimentando uma liberdade radical em sua vida, recusando o luto e o choro, livrando-se de seus bens e patrimônio, evitando se ligar ao próprio passado e se afastando definitivamente das pessoas com as quais mantinha vínculos afetivos.

Em A Liberdade é Azul (1993), a Música e cor cumprem uma função narrativa mas, sobretudo, compõem a estética do filme, que proporciona uma experiência sensorial impactante, imprescindível de ser vivenciada num ambiente que somente a sala de cinema oferece. O tema da liberdade aparece sob uma abordagem existencial e trágica, mas evoca questões que se ligam a uma ampla variedade de problemas contemporâneos.

O diretor polonês Krzysztof Kieslowski completou a sua trilogia das cores com A Igualdade é Branca (1994) e A Fraternidade é Vermelha (1995), títulos que fazem clara referência aos ideais iluministas encampados pela Revolução burguesa na França. A acepção demasiado óbvia dos títulos poderia sugerir uma leitura apressada, relacionando o filme à preponderância de razões políticas e históricas. Entretanto, em A Liberdade é Azul, a história e a política só aparecem enquanto substrato de uma experiência individual trágica que, como um corpo que se afoga, busca na própria crise dos ideais, se não uma tábua de salvação, uma maneira possível de ficar submerso. — (Por Fabricio e Camele).

O quê: sessão de A Liberdade é Azul no Cinematógrafo
Quando: dia 7 de outubro, sábado, às 16h.
Onde: no Cine XIV, no Pelourinho (veja mapa mais abaixo)
(A contribuição é de R$ 5,00)

 

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes, mensalmente, de variadas formas e temas, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. O intuito é instigar conversas sobre os mais diversos problemas contemporâneos, nos campos da política, da estética e da arte em suas relações com a vida. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e os filmes programados são divulgados a cada mês em nossas redes (curta a página no Facebook).  A contribuição é de R$ 5,00 por sessão. Apoie a iniciativa se tornando um membro associado através da anuidade (sessenta reais) que garante acesso às doze sessões anuais.  Fale conosco e participe!

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Cinematógrafo no Cine XIV: fotos da sessão do dia 2 de setembro

O Cinematógrafo no Cine XIV de setembro, que aconteceu no último sábado, dia 2, apresentou o filme “Entre a Luz e a Sombra”, de Luciana Burlamaqui, que relaciona a vida cotidiana dos personagens com questões políticas, sociais e existenciais, abrangendo temas que vão desde o crime e a violência, o sistema carcerário e a sua relação com o poder judiciário, até a arte e a música como motivadoras de reintegração social e a força dos dramas mais humanos na luta por existir segundo seus próprios sonhos e visões de mundo.

O esforço dos curadores, Camele e Fabricio, é o de compor uma programação mensal abrindo diferentes leques de possibilidades estéticas, formais e temáticas. E também o de atrair um público diversificado, que manifesta, claro, um interesse e uma ligação afetiva com o cinema, mas que não se restringe à cinefilia.

A ideia do Cinematógrafo é reinventar as formas de ver um filme, favorecer a fidelidade do público com a Sala de Cinema a partir da confiança na programação dos curadores e da expectativa de, sempre a partir de um filme, mobilizar conversas sobre as relações entre a arte e a vida, invocando assuntos do campo da ética, da estética, da política, da filosofia e das visões de mundo de cada um, enriquecendo as perspectivas na conversa que sucede à sessão.

O Cinematógrafo conta com a parceria do Cine XIV, sala do Circuito de Cinema Saladearte, localizada no Pelourinho. As sessões acontecem sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A próxima sessão, portanto, será no dia 7 de outubro. A programação será divulgada em nossas redes com antecedência. Curta a nossa página no Facebook, acompanhe e participe!

(Fotos: Camele, Fabricio e Nirlyn).

Cinematógrafo de setembro exibe “Entre a Luz e a Sombra”, filme que expressa “potência e visceralidade”

Não me recordo de nenhum filme – fic ou doc – que exponha a atual crise social brasileira com tanta potência e visceralidade. E não é bom só para debater. Na riqueza de sua dramaturgia, eis um magnífico filme de gênero, só que extraído da mais pura realidade. – Trecho de crítica de Carlos Alberto Mattos, no site Críticos.com

 

O Cinematógrafo no Cine XIV de setembro (sábado, dia 2, às 16h) exibe o filme Entre a Luz e a Sombra, de Luciana Burlamaqui, realizado entre 2000 e 2009.

[Dos curadores]

O documentário parte do encontro entre três pessoas, cujos destinos se cruzam no presídio do Carandiru: Sophia Bisilliat, uma atriz que dedica a vida a humanização do sistema carcerário através da arte; Dexter, que – junto com o amigo Afro-X – forma, dentro do Carandiru, a dupla de rap 509-E, passando a fazer shows na periferia de São Paulo; e um juiz que acredita num modelo alternativo de ressocialização dos encarcerados, permitindo que os rappers, mesmo cumprindo pena em regime fechado, possam sair para fazer shows.

A diretora Luciana Burlamaqui acompanhou a vida desses personagens por nove anos. Filmando sozinha, ela mesma operando uma discreta câmera digital e a captação do som, Luciana consegue como resultado uma relação intimista com seus personagens principais, Sophia e Dexter, que vivem um relacionamento de caráter duplo: conjugal e profissional (Sophia se torna empresária da dupla de rappers, que faz sucesso nas periferias de São Paulo), uma história de amor e de conflito, marcada pelas contradições entre pessoas de classes sociais distintas, de trajetórias diferentes e pela luta por dar sentido à vida em meio às tragédias e desafios sociais e individuais.

O filme, portanto, relaciona a vida cotidiana dos personagens com questões políticas, sociais e existenciais, abrangendo temas que vão desde o crime e a violência, o sistema carcerário e a sua relação com o poder judiciário, até a arte e a música como motivadoras de reintegração social e a força dos dramas mais humanos na luta por existir segundo seus próprios sonhos e visões de mundo.

Entre a Luz e a Sombra estreou em 2007, no IDFA, Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, um dos mais importantes do mundo. Participou de vários outros festivais no Brasil e no exterior, obtendo prêmios tais como Prêmio do Público de Melhor Documentário e uma Menção Especial do Júri no 17º Festival de Cinemas e Culturas da América Latina de Biarritz (França), entre outros.

Você pode confirmar presença e acompanhar as notícias sobre a sessão na página do evento no Facebook: clique aqui.

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e as sessões são seguidas de conversas. Os filmes programados serão divulgados mensalmente aqui e em nossas redes (curta a página no Facebook). O Cinematógrafo é uma parceria entre o Bahiadoc e o Circuito de Cinema Saladearte. A contribuição é de R$ 5,00 por mês (ou por sessão). Participe!

Cinematógrafo no Cine XIV exibe “O Segredo das Águas”

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Nota dos curadores:

O Segredo das Águas (2014), longa de ficção da diretora japonesa Naomi Kawase, uma experiência poética e dramática que realiza uma síntese muito própria da universalidade da vida. Ambientado nas Ilhas do sul do Japão, a exuberância serena das florestas e a instabilidade bela e desafiadora do mar ora calmo ora agitado, nos aparecem como metáforas próprias do nosso imaginário praiano tropical. O estilo, câmera na mão e ritmo sutil, aliado a um olhar poético existencial, compõe uma visão de mundo sobre a vida: seus medos e desafios, a descoberta da impetuosa e inquietante sexualidade juvenil, a sábia melancolia da velhice, e a morte – a morte como uma presença que assusta e liberta, que entristece e anima.

 

O CINEMATÓGRAFO:

O Cinematógrafo no Cine XIV exibe filmes mensalmente, sempre no primeiro sábado do mês, às 16h. A curadoria é de Camele Queiroz e Fabricio Ramos e as sessões são seguidas de conversas. Os filmes programados serão divulgados mensalmente aqui e em nossas redes (curta a página no Facebook). O Cinematógrafo é uma parceria entre o Bahiadoc e o Circuito de Cinema Saladearte. A contribuição é de R$ 5,00 por mês (ou por sessão). Participe!

Localização:

 

Cinematógrafo no CINE XIV – parceria entre Bahiadoc e Circuito de Cinema Saladearte. Participe!

O Cinematógrafo no CINE XIV exibe filmes de variadas temáticas e formas, com sessões seguidas de conversas entre os participantes. As sessões acontecem sempre no primeiro sábado do mês, pontualmente às 16h, no Cine XIV, localizado no Pelourinho, em Salvador (veja mapa mais abaixo).

Com curadoria dos cineastas Fabricio Ramos e Camele Queiroz, a ideia é mostrar filmes, nacionais e estrangeiros, sejam documentais ou ficcionais, que estimulem conversas sobre questões atuais que expressem as relações entre o cinema, a vida e arte.

Os filmes que compõem a programação serão divulgados mensalmente nas redes do Cinematógrafo, no Facebook (curta a página) e no site da iniciativa (acesse). Em breve será anunciada a programação de agosto, sábado, dia 5.

As sessões são abertas ao público em geral, com a contribuição de R$ 5,00 por pessoa, dedicados à manutenção da iniciativa.

O Cinematógrafo vem acontecendo mensalmente, desde dezembro de 2016, primeiro na Casa 149, no Rio Vermelho, e agora na sala do Cine XIV. A iniciativa conta com o apoio de um grupo de colaboradores que, em breve, anunciará outras atividades relacionadas com o pensamento do cinema na Casa 149. Aguardem.

O Cinematógrafo no Cine XIV é uma parceria entre o Bahiadoc – arte documento, selo de Fabricio e Camele, e o Circuito de Cinema Saladearte.

O CINE XIV

A sala Cine XIV, localizada no Pelourinho, é uma das salas do Circuito de Cinema Saladearte em Salvador. O lugar dispõe de bar e café, acesso direto à praça (uma opção de espaço para as conversas após a sessão), além de excelente estrutura de projeção.

Localização:

 

Cinematógrafo na Casa 149 de junho (dia 29) exibe o filme argentino XXY

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“XXY”, escrito e dirigido pela argentina Lucía Puenzo, é uma é uma co-produção da Argentina, França e Espanha, lançada em 2007.

Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com ambas as características sexuais. Tentando fugir dos médicos que desejam corrigir a ambigüidade genital da criança, seus pais a levam para um vilarejo no Uruguai. Eles estão convencidos de que uma cirurgia deste tipo seria uma violência ao corpo de Alex e, com isso, vivem isolados numa casa nas dunas. Até que, um dia, a família recebe a visita de um casal de amigos, que leva consigo o filho adolescente. É quando Alex, que está com 15 anos, e o jovem, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.

O filme, um drama intenso e sensível de tema delicado, tem um ritmo pausado e reflexivo. XXY é a estréia na direção de Lucía Puenzo, conhecida pelos roteiros de filmes como A través de tus Ojos e La Puta y la Ballena, além de escrever para séries de televisão como Hombres de Honor e Sol Negro. Seu pai, Luis Puenzo, é diretor premiado com o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986, com o filme A História Oficial, sobre desaparecidos durante a ditadura argentina.

Em termos de festivais e prêmios, o filme teve uma importante trajetória: recebeu o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes e foi escolhido para representar a Argentina na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, XXY ganhou o Goya (o Oscar espanhol) e o Ariel (o Oscar mexicano) de Melhor Filme Latino Estrangeiro, foi o grande vencedor da premiação dos críticos de cinema da Argentina (Melhor Filme, Roteiro e Atriz, para Inés Efron) e ganhou os festivais de Atenas (Grécia), Bangkok (Tailândia), Cartagena (Colômbia), Edinburgo (Escócia), Montreal (Canadá) e São Francisco (EUA), entre outros.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

A iniciativa realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

 

MUROS participa do Circuito Cine Éden em Ipiaú

Circuito Cine Éden exibe filmes, lança livro e debate temas relacionados a Preservação do Patrimônio Histórico Cultural 

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MUROS
(2015, 25min), filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa do Circuito Cine Éden, em Ipiaú. A sessão será no dia 15 de junho, quinta-feira, às 15h, no Cine Center Ipiaú.

O Circuito Cine Éden promove um espaço de trocas e de formação tendo o cinema e a cultura como temas mobilizadores de debates e reflexões. A mostra, que acontece em Ipiaú/Ba de 14 a 17 de junho de 2017, reunirá produtores, realizadores, estudantes, professores e artistas de diversas áreas de atuação, oferecendo ao público interessado exibições de filmes, mesas de debates, oficinas, lançamento de livros, além de diálogos cinematográficos para debater as produções exibidas. Todas as ações serão gratuitas e acontecerão em horários distintos no Cine Center Ipiaú.

O evento, através de mesas de debates que contarão, inclusive, com a presença do ex-Ministro da Cultura Juca Ferreira, põe em destaque a mobilização pela revitalização do Cine Teatro Éden. Mais informações e a programação completa podem ser acessadas no site da mostra: http://vooaudiovisual.com.br/projects/circuitocineeden/ 

MUROS

No filme, o fotógrafo baiano Rogério Ferrari, nascido em Ipiaú, percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Rogério Ferrari retrata, há vários anos, a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, compondo – a partir de suas vivências – um conjunto de registros fotográficos que ele denomina “Existências-resistências”, que busca oferecer um olhar outro sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

muros-cartaz-novo-leveMUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, dirigido por Fabricio Ramos e Camele Queiroz. O filme passou por diversos festivais nacionais e internacionais e ganhou prêmios na bahia e em São Paulo. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

mais informações no site do filme: https://curtamuros.wordpress.com

MUROS participa da Mostra Sesc de Cinema em junho

A mostra acontece de 2 a 12 de junho de 2017 em Salvador, Barreiras e Vitória da Conquista

MUROS, filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa da etapa estadual da Mostra Sesc de Cinema, que será realizada em três cidades baianas entre os dias de 2 e 12 de junho de 2017. O filme relaciona Brasil e Palestina e traz a participação do fotógrafo Rogério Ferrari. Vinte filmes baianos foram selecionados para compor a programação da mostra estadual.

MUROS passa sábado, dia 3 de Junho, na Sala Walter da Silveira, na sessão de curtas que começa às 14h. Após a sessão, haverá bate papo com os realizadores.

A mostra, de acordo com o site Sesc Bahia, “busca contribuir para a difusão e fortalecimento da produção artística audiovisual nacional, promovendo discussão e intercâmbio entre realizadores, público, estudantes e críticos, por meio da realização de mostras estaduais e nacional, compreendendo as produções audiovisuais oriundas dos estados de cada uma das cinco regiões do País (Norte, Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste) e de uma mostra nacional”.

Mais informações e a programação completa podem ser acessadas no site do Sesc Bahia.

Cinematógrafo na Casa 149 de MAIO exibe “Nostalgia da Luz”

O Cinematógrafo de maio, que acontece na quinta-feira (25) às 20h, exibe “Nostalgia da Luz” (90min, 2010), filme de Patrício Guzmán. Premiado em Cannes em 2010, o filme trata de memória e política, sem prescindir da poesia e da dimensão existencial e cósmica da condição humana.

O filme se passa no deserto do Atacama, no norte do Chile, o local mais seco do planeta. Lá, astrônomos, arqueólogos e mulheres – no início, elas eram um grupo de cinquenta mulheres, depois, não mais que dez porque envelheceram e, com o tempo, vão morrendo – procuram no espaço, na terra e na areia, rastros de estrelas mortas, vestígios de passados remotos e restos de homens e mulheres assassinados pelo regime de Pinochet que foram enterrados ou jogados de helicópteros militares, se não no mar, na imensidão desse deserto desolado.

A Casa 149 fica no Rio Vermelho, na orla, próxima à praia da paciência. A sessão começa às 19h30 e a entrada é franca.

 

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016);  “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012), e agora “Nostalgia da Luz” (EUA/ALE/Chile/ESP/FRA, 2010, Cores, 90 min), de Patrício Guzmán.

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes de ação norte-americanos.

Dirigido por Joshua Oppenheimer e co-dirigido por Christine Cynn e um indonésio anônimo, “O Ato de matar” é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”.

O filme ganhou o prêmio do público no Festival de Berlim em 2013 e, no mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no BAFTA – a Academia de Artes do Cinema e da Televisão da Inglaterra. Na ocasião da premiação, o diretor Oppenheimer afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm “responsabilidade coletiva” por “participar e ignorar” os crimes cometidos na Indonésia (a declaração do diretor foi omitida do vídeo publicado online pelo BAFTA). Link: https://goo.gl/9MlF1N

Ganhou ainda o Prêmio do Cinema Europeu de 2013 como melhor documentário e foi nomeado para a categoria de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2014.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

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Trata-se de uma iniciativa independente (não conta com patrocínios) que resulta de uma parceria entre a Casa 149, de Pedro Navarro, e o Bahiadoc – arte documento, e acontece com a ajuda de várias pessoas que apoiam e participam. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Para aqueles que desejarem colaborar, a cada sessão estará à vista uma caixinha para recolher contribuições, que servirão para custear as despesas do evento (estrutura de projeção, do espaço, energia, limpeza etc).

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016); e agora “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012).