Curta “Para Que Não Nos Sintamos Tão Sós” participa de evento sobre o aniversário de Salvador

Cartaz5min PANNSTSNa próxima sexta, dia 28 de março, véspera do aniversário da capital baiana, será realizado o evento Salvador 465: Projetos coletivos e alternativas de convivência com a cidade, que contará com a presença de representantes de projetos e ações que estão contribuindo para construir uma cidade mais educativa, solidária e sustentável.

O evento está sendo organizado pelo Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador
e iniciará a sua programação com a apresentação do curta Para que não nos sintamos tão sós, de Camele Queiroz e Fabrício Ramos (ambos coordenadores do Bahiadoc). O filme traz, sob o olhar de um indivíduo, o impacto das mudanças que vem ocorrendo na cidade, revelando as forças políticas, históricas, poéticas e místicas que formam o imaginário da capital baiana.

Logo após a exibição do filme, serão relatadas as experiências dos projetos Bairro-Escola Rio Vermelho, Canteiros Coletivos, Brechó Eco Solidário e Rede Desabafo Social. Todos realizados por instituições e grupos que atuam em diversas frentes, mas que possuem em comum a inquietação com os problemas vivenciados na cidade. Tais projetos vêm atraindo cada vez mais a atenção dos soteropolitanos que buscam alternativas de convivência e mudanças neste cenário.

Ainda como parte da programação haverá a apresentação de um fragmento do espetáculo Rebento, da Cia de Teatro Metamorfose. A peça, que trata de temáticas ligadas à valorização da cultura afro-brasileira, será encenada na íntegra no dia 29 de março, às 16h, no Espaço Cultural Alagados.

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Circuito Popular de Cinema e Vídeo promove ‘O Sertão é o Mundo’

De 24 a 30 de abril, o Circuito Popular de Cinema e Vídeo promove a mostra especial “O Sertão é o Mundo”, uma prévia da II Celebração às Culturas dos Sertões, que acontece em maio, em Juazeiro. O programa contém quatro filmes, com abordagem voltada à cultura sertaneja. A edição especial traz, além circuito de cinema, diversas atividades como feiras de artesanato e comidas típicas, trios nordestinos, exposições, programação infantil, contação de histórias, apresentações de dança, ternos de reis, cantorias, sarau e oficinas. As atividades são gratuitas.

3567_287176884750702_1393089249_nCada um dos 14 Centros Culturais participantes organizou uma programação ao seu modo, destacando artistas e manifestações locais. Em comum, as projeções de cinema, que unem todos eles na mesma proposta de enriquecer o CPCV, ao mostrar que o circuito vai além das telas. A mostra especial “O Sertão é o Mundo” aglomera em torno de si o universo das culturas dos sertões, de modo a preparar o público para as discussões que virão em seguida, no encontro de Juazeiro, dias 7 e 8 de maio.

O programa está dividido em duas partes. A primeira apresenta “Antonio Conselheiro, o Taumaturgo dos Sertões”, longa metragem de José Walter Lima, e “Na Terra do Sol”, curta de Lula Oliveira. A segunda vem com “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, e “Cega Seca”, de Sofia Federico, em curta metragem.

O CPCV especial é uma promoção da Diretoria de Espaços Culturais da Sudecult – Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura; da Diretoria do Audiovisual da Funceb; e da própria Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Em Salvador, os espaços participantes são: Centro Cultural Plataforma, Cine Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas, o Centro Cultural de Alagados, o Espaço Xisto, nos Barris, e a Casa da Música de Itapuã, no Abaeté; além do Cine Teatro Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.

Pelo interior, a mostra acontece nos Centros de Cultura das cidades de Mutuípe, Jequié, Itabuna, Alagoinhas, Vitória da Conquista, Valença, Porto Seguro e Santo Amaro. Os Centros Culturais de Guanambi, Feira de Santana e Juazeiro não participam da mostra. Os dois primeiros encontram-se em reformas, o último está dedicado à realização da Celebração às Culturas dos Sertões propriamente dita.

Mais informações no sítio da Secult-Ba.

SERVIÇO:

CPCV Especial – O Sertão é o Mundo

De 24 a 30 de abril

Espaços Culturais da Secult-BA em todo o estado

Salvador: filme Cuíca de Santo Amaro será exibido na praça Municipal na próxima terça-feira

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Notícia so sítio Política Livre

Na próxima terça-feira (19), a partir das 18h30min, será exibido na praça Municipal de Salvador o filme documentário “Cuíca de Santo Amaro”, dirigido por Joel de Almeida e Josias Pires. O evento promovido pelo projeto “Cinema na Praça” , da Fundação Gregório de Mattos, irá comemorar o aniversário de nascimento do poeta popular José Gomes (19/03/1907 – 21/01/1964), que entrou para a história de Salvador com o nome de Cuíca de Santo Amaro.

Produzido pela DocDoma Filmes, com o apoio do programa Petrobras Cultural, o filme foi concluído em janeiro de 2012 e tem 74 min de duração. “O Cuíca de Santo Amaro / Que de fato é O Tal / Abre o grande filme / Ao povo da capital / Pois o mesmo é, leitores / Convidado especial// De fraque e cartola / Parecendo um doutor / Cuíca de Santo Amaro / Renomado trovador / Faz sorrir a valer /Qualquer espectador.”

Cuíca de Santo Amaro já foi exibido no 17o. Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade (duas exibições no RJ e duas em SP); no V Festival do Cinema Latino Americano e Caribenho, na Venezuela; no projeto Cinema no Telhado, do Instituto Goethe, em Luanda, Angola; no Festival Internacional de Cinema de Arquivo, no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro; no 3o. Cachoeira Doc – Festival de Documentários de Cachoeira; no Cine Futuro, VIII Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, em Salvador; no IV Bahia Afro Film Festival, em Salvador; e na 16a. Mostra de Cinema de Tiradentes (MG).

Notícia so sítio Política Livre

Geraldo Sarno: ensaio sobre o Brasil

Nascido em Poções, na Bahia, em 1938, Geraldo Sarno é um nome fundamental na trajetória do moderno documentário brasileiro e da história do cinema no Brasil.

Em 1965, realizou Viramundo, considerado um clássico do documentário brasileiro, foi o primeiro de uma série de estudos sobre a cultura do Sertão. Geraldo Sarno começou no início dos anos 1960 como integrante do Centro Popular de Cultura da Bahia. Realizou filmes em 16mm sobre a reforma agrária, entre eles Mutirão em Novo Sol (1963), que se perderam após o golpe militar de 1964. Abordou também o tema da religiosidade popular em Iaô (1976), sobre os cultos afro-brasileiros, e Deus é um fogo (1987), sobre o catolicismo e as esquerdas latino-americanas. A partir de 1999, em complemento ao trabalho de reflexão estética iniciado com a revista Cinemais, realiza uma série de documentários intitulada A linguagem do cinema, composta de entrevistas com diretores brasileiros, entre os quais participam Walter Salles, Júlio Bressane, Carlos Reichenbach, Ana Carolina e Ruy Guerra.

Geraldo Sarno realizou também longa-metragens de ficção, entre os quais Coronel Delmiro Gouveia (1977), belo filme que retrata a história real e trágica do empresário humanista Delmiro Gouveia, que no início do século XX em Alagoas, enfrentou o poder dos coronéis do nordeste e da indústria internacional. Confira a filmografia do diretor na Wikipedia.

VIRAMUNDO

Captura de tela 2013-03-09 às 10.10.59O clássico Viramundo, de 1965, realiza um ensaio sobre a migração de nordestinos para São Paulo, abordando as dificuldades de “integração” destes migrantes num ambiente onde imperam a racionalidade industrial e tecnológica, em oposição à tradição que predomina na cultura rural nordestina e sertaneja. A partir deste conflito, o filme mostra acontecimentos expressivos do drama vivido pelos migrantes, abrangendo a relação com a religião, com a política e com o trabalho, este marcado, de forma diferente mas tanto quanto no sertão, pelas injustiças sociais relativas à propriedade dos meios de produção e à exploração do indivíduo trabalhador.

Viramundo venceu o Festival de Evian (França) e conquistou os prêmios de melhor documentário nos festivais de Viña del Mar (Chile) e do Uruguai. Geraldo Sarno convidou Capinam e Caetano para comporem a canção tema do documentário, que foi interpretada por Gil. Nota-se que a letra da canção Viramundo é inspirada fundamentalmente em expressões usadas pelos entrevistados no filme: “Dando a safra com fartura, dá sem ter ocasião, parte fica sem vendagem, parte fica com o patrão”… O documentário foi votado por especialistas como um dos mais marcantes documentários brasileiros de todos os tempos em um levantamento realizado pelo festival É Tudo Verdade em 2000.

Assista Viramundo, de Geraldo Sarno:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Cineclube Socioambiental Crisantempo propõe discussão sobre Belo Monte

No próximo sábado, dia 9, o Cineclube Socioambiental Crisantempo – Bahia exibe filme sobre Belo Monte e propõe diálogo aberto sobre os impactos da usina.

Captura de tela 2013-03-05 às 13.49.01O Cineclube Socioambiental Crisantempo, dedicado à difusão da consciência socioambiental, propõe o diálogo entre as pessoas através de vídeos e cinema sobre o mundo atual, exibindo filmes documentários que discutem diversos assuntos voltados principalmente para a questão da sustentabilidade e da relação Ser Humano – Planeta Terra. Em cena desde 2008 em São Paulo, o Cineclube Socioambiental Crisantempo – Bahia iniciou sua filial em Salvador no segundo semestre de 2012.

O Cineclube de São Paulo é parceiro do Greenpeace e do Insituto 5 Elementos – Educação para Sustentabilidade. Em Salvador, as sessões acontecerão aos Sábados, quinzenalmente, sempre às 17h, na Sala Alexandre Robatto, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia. A entrada é franca e solidária.

BELO MONTE EM PAUTA

No próximo sábado, dia 09 de março, o Cineclube exibe o filme Belo Monte, Anúncio de Uma Guerra, documentário independente sobre os graves impactos ambientais, econômicos e sociais que a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte provocará no Alto Xingu.

Captura de tela 2013-03-05 às 14.03.59Filmado na região do Rio Xingu, o filme traz entrevistas com os principais envolvidos na obra, incluindo lideranças indígenas (como o Cacique Raoni e Megaron), o Procurador da República (Dr. Felício Pontes), o Presidente da FUNAI (Márcio Meira) e políticos locais a favor da construção da Usina.

Para outras informações sobre definições da programação e para saber mais sobre o Cineclube Socioambiental Crisantempo – Bahia, acesse a página: http://bahia.cineclubesocioambiental.com.br/

Documentário “Tempo da Travessia” retrata uma aventura baiana pela América do Sul

O documentário Tempo da Travessia (2012) compõe um diversificado painel que revela as intensas vivências culturais, sociais e políticas, e também experiências de relações institucionais, de 17 estudantes da Universidade Federal da Bahia que participaram da Caravana da Integração, uma viagem de ônibus por nove países da América do Sul.

Os estudantes universitários estiveram, durante mais de dois meses, em contato direto com as realidades de diversos povos da América do Sul, registrando cada instante, desde o deslumbre com as impactantes belezas naturais do continente até os momentos de tensão e expectativa, seja no encontro com movimentos sociais, seja nas discussões internas dentro do ônibus, ou na vivência de diferentes (e às vezes intrigantes) contextos culturais.

O documentário, dirigido por Carlos Vin Lopes, junta às imagens oficiais (captadas com fins de compor o documentário) àquelas captadas pelos estudantes, espontâneas, e o doc apresenta tais estudantes segundo as impressões de cada um, escritas primeiro num diário de viagem e depois transpostas graficamente, pelo diretor, para a tela.

Tempo da Travessia tem duração de 106 minutos e foi realizado como parte do projeto da Caravana de Integração, ação articulada pela INULAT (Iniciativa UFBA Latina), que contou com o apoio especial da UFBA (Universidade Federal da Bahia); da UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana) e do Centro Internacional Celso Furtado.

UM CASUAL IMPACTO SIMBÓLICO: PRIMEIRO REGISTRO NO BRASIL DE MÚSICA EM GUARANI

O documentário é inédito e está em fase de ajustes burocráticos finais, tratando, inclusive, da regularização do direito de uso de músicas para a trilha sonora, composta por músicas do CD Tery-Maraey, de 2002, do coral mbyá-guarani Kuaray ouá. O autor das músicas é Inácio da Silva, um jovem Karaí (pajé) guarani que vive na aldeia Marangatu do município de Imaruí (SC).

A produção do CD foi lançado com apoio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), mas a entidade não detinha os direitos de uso da obra. Para garantir o uso das músicas na trilha sonora do documentário, foi necessário registrá-las junto à Biblioteca Nacional, o que ocasionou um feito histórico de expressivo impacto simbólico, como explica Felippe Ramos, sociólogo e Coordenador da INULAT:

“O registro de obras em guarani era proibido devido a um decreto lei de 1755, parte da política do Marquês de Pombal, enviado pela Coroa Portuguesa ao Brasil cinco anos antes, inicia uma política de modernização do Estado e Sociedade, ainda Colônia. O objetivo era fortalecer a oficialidade da Língua Portuguesa, porque, até então, a língua mais falada no Brasil era a chamada Língua Geral, uma mistura de Tupi-Guarani com portugues, com predominância de traços indígenas.”

Tempo de Travessia está inscrito em diversos festivais e em breve será exibido em sessões especiais na UFBA e na UNILA. Acompanhe notícias sobre o doc no sítio oficial: http://www.tempodatravessia.com.br/

Trailer do doc: