Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes de ação norte-americanos.

Dirigido por Joshua Oppenheimer e co-dirigido por Christine Cynn e um indonésio anônimo, “O Ato de matar” é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”.

O filme ganhou o prêmio do público no Festival de Berlim em 2013 e, no mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no BAFTA – a Academia de Artes do Cinema e da Televisão da Inglaterra. Na ocasião da premiação, o diretor Oppenheimer afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm “responsabilidade coletiva” por “participar e ignorar” os crimes cometidos na Indonésia (a declaração do diretor foi omitida do vídeo publicado online pelo BAFTA). Link: https://goo.gl/9MlF1N

Ganhou ainda o Prêmio do Cinema Europeu de 2013 como melhor documentário e foi nomeado para a categoria de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2014.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

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Trata-se de uma iniciativa independente (não conta com patrocínios) que resulta de uma parceria entre a Casa 149, de Pedro Navarro, e o Bahiadoc – arte documento, e acontece com a ajuda de várias pessoas que apoiam e participam. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Para aqueles que desejarem colaborar, a cada sessão estará à vista uma caixinha para recolher contribuições, que servirão para custear as despesas do evento (estrutura de projeção, do espaço, energia, limpeza etc).

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016); e agora “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012).

MUROS: sessões em Estocolmo, Viena e La Plata

captura-de-tela-2016-09-19-as-13-28-42Entre setembro e outubro de 2016, o curta MUROS, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa de Festivais dedicados ao cinema brasileiro em Estocolmo, na Suécia, e em Viena, na Áustria; e de festival dedicado ao cinema latinoamericano em La Plata, Argentina.

MOSTRAS e FESTIVAIS:

Viena, Áustria. No dia 16 de setembro MUROS foi exibido como parte da programação do InquieTudo Film Festival, voltado para o Cinema em língua portuguesa, que acontece no Top Kino, em Viena.

Estocolmo, Suécia: participando do 10º BrasilCine, Mostra de filmes nos Países Nórdicos dedicada ao cinema brasileiro, MUROS passa no dia 4/10, às 17h, no Centro de Língua Portuguesa. (Veja o programa completo)

La Plata, Argentina: pela Mostra Oficial do 11º Festival de Cine Latino Americano de La Plata – FESAALP. Este ano, o país homenageado pelo Festival é a Bolívia.

muros-cartaz-novo-leveMUROS relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador. O curta ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico do V Feciba em 2015; foi premiado como um dos 10+ favoritos do público do 26º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Mais informações no site do curta.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

MUROS em Fortaleza pela 4ª Mostra Cultura do Cinema Brasileiro

Captura de Tela 2016-05-18 às 20.31.07MUROS (25min, 2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da 4a Mostra Cultura de Cinema Brasileiro, que acontece de 20 a 22 de maio na Livraria Cultura de Fortaleza.

A Mostra, cuja proposta é celebrar o audiovisual brasileiro, não é competitiva, mas estimula o voto popular para eleger os “Favoritos da Mostra Cultura 2016″. Ao final de cada sessão, o público atribuirá uma nota a cada filme visto. Os cinco mais votados serão divulgados no dia 23 de maio no blog e nas redes sociais do evento.

Segundo os organizadores, esse ano a curadoria recebeu 290 curtas-metragens nacionais, número recorde desde a primeira edição do evento. Foram selecionados 30 filmes que representam 12 estados brasileiros: Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

MUROS passa no dia 22 de maio (domingo), às 15h30, no PANORAMA BRASIL 3. A programação completa pode ser acessada no site da Mostra.

Acompanhe os caminhos do MUROS no blog do curta.

Cine Odé – Cinema no Terreiro: programação de ABRIL

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Em ABRIL, as sessões do Cine Odé – Cinema no Terreiro , no Terreiro de Odé em Ilhéus/Ba, acontecem nos dias 30/4 e adentra o primeiro dia de maio, 1/5 (sábado e domingo, respectivamente), sempre às 17h. O Terreiro de Odé, fundado por Pai Pedro Faria, fica no Bairro Alto do Basílio, cujo acesso mais comum é próximo à Feira do Malhado.

Captura de Tela 2016-01-14 às 19.34.09Um lembrete: para facilitar o acesso ao Terreiro de Odé, local da Mostra, o Cine Odé oferece um veículo para levar e trazer os interessados até o ponto de ônibus próximo. Para informações, ligue (73) 98110-5773.

A entrada é gratuita.

No sábado, dia 30, serão exibidos os curtas “Mestres da Cura”, filme coletivo do Projeto Alecrim; e “A Boca do Mundo – Exu no Candomblé”, de Eliane Coster.

No domingo, dia 1 de maio, será exibido o longa “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro do Festival de Cannes, na França, um dos mais importantes prêmios cinematográficos do mundo. Foi Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1963.

A convidada especial da sessão de ABRIL será Daniela Galdino, que é performer, poeta, escritora e vem se aventurando também como atriz de Cinema. Daniela estará na sessão de domingo, dia 1/5. Após a exibição dos filmes, a roda de conversa será aberta a todos que queiram participar.

SOBRE OS FILMES de Abril:

SÁB, 30/4, 17h l A boca do mundo – Exu no Candomblé” (2009, 26min).

Captura de Tela 2016-04-12 às 09.50.40O curta, dirigido por Eliane Coster, traz múltiplas representações e significados do Orixá Exu, um dos deuses do Candomblé, propondo uma incursão poética no universo simbólico e cultural de Exu, intimamente relacionado à sexualidade, à comunicação e ao comércio. Exu é um orixá polêmico no interior da cultura popular brasileira e da história do Brasil, pois tem sido apropriado por outras religiões, muitas vezes de forma negativa devido à história de perseguição, preconceito e desconhecimento acerca das religiões africanas. Com depoimentos de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do Rio de Janeiro, entre outros participantes, o documentário teve origem na pesquisa de mestrado sobre “Fotografia e Candomblé” da diretora que é também fotógrafa.

SÁB, 30/4, 17h l Os Mestres da Cura” (2009, 11min).

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Documentário sobre o conhecimento das plantas medicinais e dos rituais sagrados de curandeiros e rezadeiras da Chapada Diamantina. Esse trabalho é o resultado da pesquisa realizada pelo grupo de jovens e educadores do Projeto Alecrim/ Ponto de Cultura Grupo Ambientalista de Lençóis, na zona rural e urbana de Lençóis/ BA. A produção é coletiva e a pesquisa, roteiro, imagem e edição foram realizados por: Alexandre Emanuel, Camila Drumond, Diego Cruz, Fernanda Sindlinger, Gal Pereira, Lindinalva Pereira, Marcelo Góis, Mestre Nildo, Saphira Caleffi.

DOM, 1/5, 17h l O Pagador de Promessas” (1962, 118min).

Captura de Tela 2016-04-12 às 10.30.01Uma obra-prima do cinema brasileiro, O Pagador de Promessas, baseado na narrativa de Dias Gomes, foi dirigido e roteirizado por Anselmo Duarte. As filmagens foram realizadas em Salvador e é o único filme brasileiro até hoje a conquistar a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes, um dos mais tradicionais e importantes festivais de cinema do mundo. Conquistou também outros inúmeros prêmios e uma indicação para o Oscar de 1963, no qual concorreu como melhor filme estrangeiro.

No filme, Zé do Burro, interpretado por Leonardo Vilar, é o dono de um pequeno pedaço de terra no interior da Bahia. Seu melhor amigo é um burro chamado Nicolau. Quando este adoece e não se consegue fazer nada para que o animal melhore, ele faz uma promessa a uma mãe de santo do candomblé: se seu burro se recuperar, promete dividir sua terra igualmente entre os mais pobres e carregará uma cruz desde sua terra até a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, onde a oferecerá ao padre local. Assim que seu burro se recupera, Zé dá início à sua jornada. O padre local, entretanto, que representa a autoridade da religião oficial, recusa a cruz de Zé após ouvir que a promessa foi feita num Terreiro.

Cine Odé – Cinema no Terreiro: programação de MARÇO

Em MARÇO, as sessões do Cine Odé – Cinema no Terreiro , no Terreiro de Odé em Ilhéus/Ba, acontecem nos dias 26 e 27 (sábado e domingo, respectivamente), sempre às 17h.

No sábado, dia 26, serão exibidos os curtas “Hùndàngbènă – O Ninho da Serpente, de Mazé Mixo; e “Professor Agenor”, de Marcelo Serra e Freddy Ribeiro. No domingo, dia 27, será exibido o longa “Cafundó”, de Paulo Betti e Clóvis Bueno, filme vencedor de vários prêmios no Festival de Gramado em 2005.

A convidada especial da sessão de março será Michelle Raic Mansur, historiadora e pesquisadora de temas relacionados à religiosidade de matriz africana. Após a exibição dos filmes, a roda de conversa será aberta a todos que queiram participar.

A entrada é gratuita. Um lembrete: para facilitar o acesso ao Terreiro de Odé, local da Mostra, o Cine Odé oferece um veículo para levar e trazer os interessados até o ponto de ônibus próximo. Para informações, ligue (73) 98110-5773.

SOBRE OS FILMES de Março:

SÁB, 26/3, 17H l Hùndàngbènă – O Ninho da Serpente (2015, 13mn).

Captura de Tela 2016-03-18 às 15.29.23Dirigido por Marcelo Serra e Freddy Ribeiro, o curta mostra os preparativos do primeiro Gboitá , a cerimônia mais importante do Candomblé Jeje-Mahi, em Duque de Caxias-RJ. O filme começa situando as origens das diversificadas tradições trazidas para o Brasil por conta da escravidão, que:

trouxe da África homens e mulheres de variadas tribos, reinos e cidades. Com eles vieram o sofrimento, a morte e a promessa do esquecimento. Mas também vieram suas diversas línguas, tradições e costumes. Com eles vieram suas divindades e ancestrais. Haviam trazido consigo sua Fé.

SÁB, 26/3, 17H l  Professor Agenor (2011, 20min)

Captura de Tela 2016-03-19 às 18.59.54O curta de Marcelo Serra e Freddy Ribeiro traz uma conversa com a figura notável de Agenor Miranda Rocha, conhecido como “professor”, visto que exerceu o magistério durante a maior parte de sua vida. Admirado por personalidades como Jorge Amado, que declarou: “Sou velho amigo e admirador de Agenor. Trata-se de uma das figuras de maior relevo nas nações do candomblé”. E Gilberto Gil, que reconhece na figura do professor Agenor “uma figura ímpar, insubistituível e de importância extraordinária.”

DOM, 27/3, 17H l Cafundó (2005, 101min)

Captura de Tela 2016-03-19 às 19.23.16Cafundó, dirigido por Paulo Betti e Clóvis Bueno e com Lázaro Ramos como protagonista, é inspirado em um personagem real saído das senzalas do século XIX. Um tropeiro, ex-escravo, deslumbrado com o mundo em transformação e desesperado para viver nele. Este choque leva-o ao fundo do poço. Derrotado, ele se abandona nos braços da inspiração, alucina-se, ilumina-se, é capaz de ver Deus. Uma visão em que se misturam a magia de suas raízes negras com a glória da civilização judaico-cristã. Sua missão é ajudar o próximo. Ele se crê capaz de curar, e acaba curando. O triunfo da loucura da fé. Sua morte, nos anos 40, transforma-o numa das lendas que formou a alma brasileira e, até hoje, nas lojas de produtos religiosos, encontramos sua imagem, O Preto Velho João de Camargo.

No Festival de Gramado de 2005, o filme venceu nas categorias de Melhor Ator (Lázaro Ramos), Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia. Ganhou o Prêmio Especial do Júri na categoria de Melhor Longa Metragem em 35mm Brasileiro. Foi indicado na categoria de Melhor Filme.

O Cine Odé de fevereiro contou com a presença de José Nazal e homenageou as mulheres da Bahia

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Sessão de domingo (28): “A cidade das Mulheres”, de Lázaro Faria

No último final de semana de fevereiro (dias 27 e 28), o Cine Odé apresentou os curtas “Abá”, de Raquel Gerber, e “A Umbanda é Mogibá”, de Adilene Cavalheiro. O longa apresentado no domingo foi “A Cidade das Mulheres”, de Lázaro Faria, que tem como protagonista Mãe Stella de Oxóssi, a ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, e é uma homenagem à antropóloga americana judia Ruth Landes (falecida em 1991) autora de “The city of women” (A Cidade das Mulheres), escrito em 1939, pontuando a vida digna e verdadeira das mulheres de terreiro da Bahia conhecidas por mulheres do partido alto.

O convidado especial do mês foi José Nazal. Fotógrafo e profundo conhecedor da história religiosa de Ilhéus, Nazal – que foi amigo pessoal do fundador do Terreiro de Odé, Pedro Faria – falou sobre o solo sagrado do Bairro do Basílio (um minutinho de sua fala):

Na sessão do domingo, “A Cidade das Mulheres” encantou as mulheres presentes e suscitou uma bela e emocionada conversa marcada, especialmente, pela admiração à Mãe Stella de Oxóssi, que menciona, no filme, que o Candomblé como o conhecemos começou na Bahia, iniciado sob a liderança de três mulheres da Barroquinha, bairro antigo de Salvador.

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As mulheres do Axé conversam com José Nazal

Em breve divulgaremos a programação das sessões de março, que acontecerão nos dias 26 e 27. Curta a página do Cine Odé no Facebook e acompanhe as novidades de nossa programação.

Sobre a primeira sessão do Cine Odé – Cinema no Terreiro

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A primeira sessão mensal do Cine Odé aconteceu nos dias 30 e 31 de janeiro de 2016, sábado e domingo, e foi emocionante: foram exibidos os filmes “As Cruzes e os Credos” (2014), dirigido por Fabricio Ramos e por Mel Queiroz, curta filmado no próprio Terreiro de Odé; “Espaço Sagrado” (1975), de Geraldo Sarno; e “Santo Forte” (1999), de Eduardo Coutinho, filme que revela diferentes e controversas relações das pessoas de uma favela carioca com a fé religiosa e a experiência espiritual. Os filmes ensejaram uma riquíssima conversa com o público e Maria Marta, que representa o Terreiro de Odé, contou um pouco da história da casa.

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Galeria de Fotos da sessão de janeiro de Cine Odé – Cinema no Terreiro. Clique aqui.

Mesmo a prefeitura de Ilhéus tendo mudado a data do carnaval antecipado da cidade e fazendo-a coincidir com o final de semana da Mostra, compareceu um público que, embora pequeno, proporcionaram conversas fundamentais sobre os filmes e sobre as exoeriências religiosas que compõem a nossa história. Apareceram, inclusive, estudantes da UESC que não conheciam nem o Terreiro de Odé nem a sua história, mas ficaram sabendo da Mostra pela internet. E compareceram também moradores do Bairro do Basílio. O Cine Odé terá mais cinco meses de sessões. A programação de fevereiro (dias 27 e 28, sábado e domingo, respectivamente), será divulgada nos próximos dias.

Acompanhe pela página da Mostra no Facebook. Clique aqui.

Ilhéus recebe Mostra de Cinema no Terreiro de Odé

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A mostra de filmes CINE ODÉ – Cinema no Terreiro fará do Terreiro de Odé, em Ilhéus, um espaço cultural voltado para o cinema e dedicado a filmes que estimulam a valorização e o conhecimento das culturas religiosas brasileiras de matrizes africanas e indígenas.

A mostra acontece de janeiro a junho de 2016, sempre no último final de semana de cada mês, com sessões aos sábados e aos domingos, abertas ao público gratuitamente e com a presença de convidados especiais para um bate-papo depois das projeções. Serão exibidos, durante as várias sessões da Mostra, 16 filmes entre curtas  e longas metragens, animações, documentários e ficções. As primeiras sessões acontecem nos dias 30 e 31 de janeiro, sábado e domingo respectivamente, sempre às 17 horas.

Captura de Tela 2016-01-14 às 19.34.09ACESSO: O evento disponibiliza uma van para facilitar o acesso do público ao local da mostra. O Terreiro de Odé, localizado no bairro Alto do Basílio, é um dos mais tradicionais terreiros de Ilhéus. Fundado em 1942 por Pedro Faria, conhecido como Pai Pedro, enfrentou graves dificuldades depois da trágica morte de seu fundador, que chocou a cidade. Hoje, o terreiro tenta se consolidar como espaço cultural, através do Instituto de Solidariedade Pedro Faria, voltado para a memória dos Orixás e da obra de Pai Pedro.

A Mostra Cine Odé tem curadoria de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, organizadores da mostra e cineastas que, entre outros filmes, realizaram o curta As Cruzes e os Credos (2014), gravado, em sua maior parte, no próprio Terreiro de Odé. Para os diretores, fazer o filme, partindo da impactante morte de Pai Pedro, se tornou uma descoberta e um encontro inesperado com o sagrado e o mistério. As Cruzes e os Credos, que foi exibido no V Feciba – Festival de Cinema baiano 2015 e em festivais de Cinema na Colômbia e na Bolívia, integra a programação da Mostra Cine Odé, que apresenta também uma diversificada filmografia baiana e de outras partes do país.

Todas as informações e a programação completa podem ser acessadas no site da mostra: https://cineodeblog.wordpress.com/

Ou pelo telefone (73) 98110-5773, para falar diretamente com os organizadores ou produtores da Mostra Cine Odé.

O projeto Cine Odé – Cinema no Terreiro é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através do edital público de Agitação Cultural 2015 da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

MUROS na Sala Walter da Silveira

g3579g3818Na sessão, estarão presentes os diretores e o fotógrafo que participa do filme, Rogério Ferrari. MUROS (25min, 2015), filme de Camele Queiroz e Fabricio Ramos que relaciona Brasil e Palestina percorrendo favelas de Salvador, ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo júri técnico do V Feciba em 2015, e foi eleito como um dos dez favoritos do público no 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

O curta participou também de importantes festivais de cinema no Brasil e no exterior, tais como XI Panorama Internacional Coisa de Cinema em Salvador, 10º Mostra Mundo Árabe de Cinema, 19º Goiânia Mostra Curtas, 19º FIDOCS no Chile, 10º MiradasDoc, na Espanha, 25º DocAnt na Argentina, entre outros, e foi exibido nas principais salas de cinema culturais do país, como MIS – Museu de Imagem e Som, CineSesc, Cine Olido, CCBB em São Paulo, Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, em Salvador, entre outras, e finalmente, na Sala Walter da Silveira.

A entrada é franca e a exibição será seguida de bate-papo com o público presente.

Confira a página do evento no Facebook.

TRAILER

 

SOBRE O FILME

MUROS cartaz novo LEVEMUROS (2015) põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores Camele e Fabricio, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Rogério Ferrari é baiano, natural de Ipiaú. Há vários anos retrata a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, selo independente coordenado por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, realizadores de um certo cinema em Salvador, Bahia. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

FICHA TÉCNICA

ROTEIRO, DIREÇÃO, MONTAGEM, FINALIZAÇÃO
fabricio ramos e camele queiroz

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
juliana freire

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CÂMERA
fabricio ramos

SEGUNDA CÂMERA
ramon coutinho

SOM DIRETO E FINALIZAÇÃO DE ÁUDIO
haydson oliveira

EDIÇÃO E COR
camele queiroz

PRODUTOR LOCAL NO CALABAR
José Inácio da Conceição Filho

PRODUTOR LOCAL NO NORDESTE DE AMARALINA
Paulo Sérgio Vieira Costa (Paulo Lé)

REALIZAÇÃO
bahiadoc arte documento

Na Cisjordânia: “As favelas brasileiras ocupadas me vinham à mente” (Caetano Veloso)

Cabe colocar o MUROS como um filme que dialoga com sentimentos que Caetano expressa no texto. Em visita à Cisjordânia junto com Gilberto Gil:

“As favelas brasileiras ocupadas me vinham à mente. (…) Era impossível não fazer paralelo com situações que vivemos no Brasil.”

Caetano Veloso, Hoje (8/nov), na Folha, no artigo “Visitar Israel para não mais voltar a Israel” [link]

Captura de Tela 2015-11-08 às 13.01.21No entanto, embora o texto de Caetano ultrapasse muito o paralelo, compõe um relato confortavelmente distanciado da dimensão do drama palestino e evitando prudentemente qualquer reducionismo comparativo (e expressando uma certa “mea culpa”, importante ressaltar, por ter aceitado fazer o show em Israel depois de campanhas para que ele recusasse, e agora diz que não volta mais lá…). Para nós, cabe colocar o MUROS como um filme que dialoga com os temas que Caetano aborda, pontualmente.

[Para quem ainda não viu, no filme, seguem trailer, infos e site do MUROS]:

Os diretores Fabricio Ramos e Camele Queiroz acompanham o fotógrafo Rogério Ferrari percorrendo os bairros do Calabar e do Nordeste de Amaralina, em Salvador, Bahia, motivados pela impressão de Rogério de que os campos de refugiados palestinos no Oriente Médio são parecidos com favelas brasileiras sob vários aspectos sociais, urbanísticos e arquitetônicos.

MUROS põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores, ritmando fotografia e cinema, direcionando as escolhas Estéticas para o sentimento de afirmação da vida e de resistência cotidiana. MUROS é um curta metragem de 25 minutos cuja estrutura identifica-se com a maneira escolhida pelos diretores Fabricio e Camele para percorrer os espaços em que o filme acontece (favelas), e com a forma como se relacionam com Rogério, que mantém sua autonomia característica de suas vivências fotográficas pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

https://curtamuros.wordpress.com/

Via arte_docuemento