No ar o IV webdoc do Canal: conversa com Carlos Pronzato

No webdoc, o cineasta comenta sobre as suas motivações, seus métodos e sobre contextos do audiovisual na Bahia.

O quarto webdoc do Canal Bahiadoc traz uma conversa com Carlos Pronzato. Diretor teatral, escritor e poeta, Pronzato realizou vários documentários cujas temáticas se relacionam estreitamente com as lutas sociais e os contextos políticos do Brasil e da Bahia, e também da América Latina, transitando entre o vídeoativismo e o documentário histórico e cultural, sempre a partir de um recorte de amplo olhar político.

Subvertendo a lógica dominante de distribuição audiovisual (por necessidade e pela característica de seu trabalho), Pronzato alcança um público vasto, porém não catalogado apenas em salas de cinema (costuma ele mesmo vender seus filmes em DVD, além de, em várias ocasiões e lugares, encontrar ou tomar conhecimento da difusão de seus trabalhos). O seu cinema autogestionado, embora lhe traga, por um lado, diversas dificuldades estruturais, lhe possibilita, por outro, plena liberdade na escolha e abordagem de seus temas, além de tornar possível uma dinâmica de produção ágil e diferenciada.

No espaço do Canal Bahiadoc pode-se acessar os webdocs anteriores e saber mais sobre o projeto: www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

Carlos Pronzato participa do quarto webdoc do Canal

O quarto webdoc do Canal Bahiadoc traz uma conversa com Carlos Pronzato, documentarista argentino, “pero tentando ser baiano há 23 anos”, como ele próprio diz. Gravamos a conversa na Casa de Cinema da Bahia. Em breve o webdoc estará disponível em nossas redes, dando continuidade aos trabalhos do Canal, projeto que realiza uma série de seis webdocs, com vinte minutos de duração cada, que trazem conversas com realizadores independentes de cinema e audiovisual que atuam na Bahia.

Captura de tela 2013-06-09 às 21.58.42
Carlos Pronzato fala ao Bahiadoc

Sem deixar de atuar como diretor teatral, escritor e poeta, Pronzato realizou vários documentários cujas temáticas se relacionam estreitamente com as lutas sociais e os contextos políticos do Brasil e da Bahia, e também da América Latina, transitando entre o vídeoativismo e o documentário histórico e cultural, sempre a partir de um recorte de amplo olhar político.

Subvertendo a lógica dominante de distribuição audiovisual (por necessidade e pela característica de seu trabalho), Pronzato alcança um público vasto, porém não catalogado apenas em salas de cinema (costuma ele mesmo vender seus filmes em DVD, além de, em várias ocasiões e lugares, encontrar ou tomar conhecimento da difusão de seus trabalhos). O seu cinema autogestionado, embora lhe traga, por um lado, diversas dificuldades estruturais, lhe possibilita, por outro, plena liberdade na escolha e abordagem de seus temas, além de tornar possível uma dinâmica de produção ágil e diferenciada.

Na conversa com o Bahiadoc, Pronzato falou de sua trajetória, sua íntima relação com a América Latina e suas viagens e experiências pelo continente, as dificuldades que enfrenta ao fazer cinema, comentou acerca da sua militância com vistas à permanente transformação política e social frente às injustiças todas, e sobre a sua relação com a Poesia e a Arte, dimensões que já não separa de sua ação política.

Captura de tela 2013-06-09 às 23.01.31Pronzato realizou, ao longo de vários anos, diversos documentários, entre os quais “A Revolta do Buzu” e “Maio Baiano“, documentários que mostram manifestações de protesto que marcaram Salvador; documentários que tratam sobre a questão social da moradia, como “Pinheirinho – tiraram minha casa, tiraram minha vida” (Pronzato também finaliza este ano dois documentários sobre a luta organizada do Movimento dos Sem Teto); e documentários históricos, como “Carabina M2 – uma arma americana“, que revisita, através de entrevistas com figuras importantes da época, a captura e assassinato de Che Guevara na Bolívia; e “Carlos Marighella – quem samba fica, quem não samba vai embora“, que enfatiza principalmente o período da luta armada de resistência à Ditadura Militar, de 1964 até a morte de Marighella, em dezembro de 1969. Muitos outros trabalhos são listados no Blog do cineasta, com sinopse e outras informações.

Assista os três primeiros webdocs com realizadores baianos, já publicados no espaço do Canal Bahiadoc: http://www.bahiadoc.com.br/canalbahiadoc

Exibição do Documentário “Lugo: de Bispo a Presidente do Paraguai”

O filme retrata a ascensão do bispo Fernando Lugo à presidência paraguaia, interrompendo 61 anos de poderio do partido Colorado. A exibição, seguida de debate com as presenças do diretor Carlos Pronzato e do historiador Muniz Ferreira, será no dia 10 de julho, às 16 horas, no Auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador

O documentário Lugo, de Bispo a Presidente do Paraguai (2008, 50min), do diretor Carlos Pronzato, será exibido no dia 10 de julho, às 16 horas, no Auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador. Em seguida, Pronzato e o historiador Muniz Ferreira participam de debate sobre a temática, atual e contemporânea, que resvala sobre o recente impeachment sofrido pelo ex-presidente, que culminou na destituição de Lugo, então à frente do governo paraguaio.

O filme foi gravado durante os dias da ascensão de Fernando Lugo à Presidência, em 2008, registrando um caso raro no mundo, momento em que um bispo da Igreja Católica assume o cargo mais importante de um país. Ligado à Teologia da Libertação, ele era considerado o bispo do pobres justamente pelo histórico de luta relacionado aos movimentos sociais. Sua eleição abria uma nova etapa no Paraguai, onde o partido colorado há 61 anos estava no poder.

O processo de conquista social, com a eleição democrática de Lugo, demonstrou ser longo e difícil, principalmente pelo histórico de forças opostas dentro e fora do governo, culminando com crises internas e o recente golpe de estado sofrido pelo então presidente. Dentre as acusações que lhe foram imputadas, Lugo foi acusado “de mau desempenho de suas funções, negligência e irresponsabilidade” após a morte de 11 trabalhadores sem-terra e de seis policiais em um confronto armado durante a desocupação de uma fazenda. Após um processo parlamentar sumário, que durou pouco mais de 24 horas, ele foi destituído do cargo, sofrendo um “impeachment relâmpago”.
A exibição do filme Lugo, de Bispo a Presidente do Paraguai tem o apoio da Associação Baiana de Cinema e Vídeo e Associação Brasileira de Documentaristas (ABCV /ABD-BA) e da Casa de Cinema da Bahia.

Serviço:
Documentário: Lugo, de Bispo a Presidente do Paraguai, seguido de debate com o diretor Carlos Pronzato e o historiador Muniz ferreira
Quando: 10 de julho, às 16 horas
Onde: Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador , à Praça Tomé de Souza, s/n, Centro, Salvador-Ba.
Informações: 9239-3709 / 9916-1616 Caroll Assis

Conheça o catálogo de filmes de Carlos Pronzato em:
http://www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com.br/

Com informações de Caroll Assis através do Facebook.