Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O ato de matar” na quinta-feira, dia 27/4

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”. A sessão, seguida de conversa, acontece na quinta, dia 27 de abril, às 20h, na Casa 149 (orla do Rio Vermelho, praia da Paciência). Entrada Franca.

Produzido por Werner Herzog e Errol Morris, The Act of Killing (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012) – ou ‘O ato de matar’, um filme perturbador e formalmente atípico, revela os horrores da ditadura Indonésia, que executou um massacre de comunistas através de milícias paramilitares. Os indivíduos que participaram dessas milícias não responderam por seus crimes: ao contrário, são considerados heróis nacionais pelo regime ainda “vitorioso” e, no filme, esses homens não apenas narram com orgulho os assassinatos e torturas que cometeram, mas reencenam tais crimes, colaborando com a direção das cenas em que eles atuam, inspirados pelos filmes de ação norte-americanos.

Dirigido por Joshua Oppenheimer e co-dirigido por Christine Cynn e um indonésio anônimo, “O Ato de matar” é “uma das mais chocantes obras sobre a representação do Mal na sociedade contemporânea”.

O filme ganhou o prêmio do público no Festival de Berlim em 2013 e, no mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no BAFTA – a Academia de Artes do Cinema e da Televisão da Inglaterra. Na ocasião da premiação, o diretor Oppenheimer afirmou que os Estados Unidos e o Reino Unido têm “responsabilidade coletiva” por “participar e ignorar” os crimes cometidos na Indonésia (a declaração do diretor foi omitida do vídeo publicado online pelo BAFTA). Link: https://goo.gl/9MlF1N

Ganhou ainda o Prêmio do Cinema Europeu de 2013 como melhor documentário e foi nomeado para a categoria de melhor documentário de longa-metragem no Oscar 2014.

CINEMATÓGRAFO NA CASA 149

O Cinematógrafo na Casa 149 apresenta filmes de variadas temáticas, formas e gêneros que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

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Trata-se de uma iniciativa independente (não conta com patrocínios) que resulta de uma parceria entre a Casa 149, de Pedro Navarro, e o Bahiadoc – arte documento, e acontece com a ajuda de várias pessoas que apoiam e participam. A curadoria da mostra é feita por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, que são cineastas e também atuam no campo da difusão do cinema independente.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

Para aqueles que desejarem colaborar, a cada sessão estará à vista uma caixinha para recolher contribuições, que servirão para custear as despesas do evento (estrutura de projeção, do espaço, energia, limpeza etc).

Todas as informações serão difundidas nesta página e na página da série de eventos no Facebook:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///

Desde Dezembro de 2016 (com um intervalo em fevereiro, devido ao carnaval), o Cinematógrafo exibiu os filmes “Gueros” (México, 2015); “A Caça” (Dinamarca, 2012); “O Abraço da Serpente” (Colômbia, 2016); e agora “O Ato de Matar” (Dinamarca, Noruega, Reino Unido, 2012).

Cinematógrafo na Casa 149 exibe “O Abraço da Serpente”

A proposta da iniciativa é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas.

O Cinematógrafo na Casa 149 realiza uma série de encontros mensais, com exibição de filmes seguidas de rodas de conversas, que acontecerão até dezembro de 2017. As sessões acontecem toda última quinta-feira do mês, na Casa 149, galeria de arte e espaço cultural que fica no Rio Vermelho, na Rua da Paciência (orla), em Salvador.

A proposta é apresentar filmes de variadas temáticas, formas e gêneros, mas que, como eixo comum, dialoguem com diversas questões contemporâneas. A dupla Camele Queiroz e Fabricio Ramos assumem a curadoria. Os filmes que serão exibidos serão divulgados a cada mês em nossas redes.

MARÇO 2017

O filme deste mês será “O Abraço da Serpente”, dirigido pelo colombiano Ciro Guerra.

Confira a breve nota dos curadores Fabricio e Camele sobre o filme:

“O Abraço da Serpente” (2016) é um filme sobre extinção no sentido em que essa palavra se liga às palavras destruição e extermínio, tanto de corpos quanto das identidades indígenas das culturas amazônicas. Mas o filme é também sobre um choque cultural profundo entre o branco e o índio mediado pela selva. A selva que é um mistério e um mundo.

Baseado nos diários de dois exploradores europeus, os segredos e os mistérios amazônicos compõem um leitmotiv inusual: entre o passado e o presente, a jornada em busca de uma planta com propriedades místicas, um explorador pioneiro e febril em busca da cura, um outro explorador em busca das descobertas do antecessor e de suas próprias autodescobertas, um xamã a guiar a experiência fora do tempo e percorrendo uma espacialidade mágica, misteriosa e exuberante, porém sem as cores da selva.

A proposta estética do diretor Ciro Guerra e do diretor de fotografia David Gallegos nos revela um mundo em preto e branco para que, explicam eles, as cores da floresta não desloquem a potência do filme. Realmente, a fotografia em preto e branco não deixa que a exuberância da selva nos arrebate de forma predominantemente visual, embora o filme seja visualmente impressionante!

No que tange à estrutura narrativa, o filme suscita ressalvas críticas: mostra uma temporalidade confusa e evoca de passagem — embora cruamente — uma ampla variedade de temas que participam das tragédias históricas e sociais amazônicas (as missões católicas, a exploração do homem branco e do “colombiano civilizado”, o extrativismo econômico), incorrendo em alguns excessos dramáticos para compensar a abordagem rápida de tais questões. Mas pode-se ver tais excessos como parte consciente da proposta do filme que recorre a suspensões perceptivas, licenças poéticas, em suma, à ousadia formal.

O que fica do filme (que também teve seus dez minutos de aplausos em Cannes na sua vez, e teve sucesso também em seu país, ficando mais de 11 semanas em cartaz na Colômbia) é a forma como ele nos fala, não somente da Amazônia e seus mistérios, mas de algo profundo em nós, de um lugar de uma perda que buscamos preencher e que o filme recoloca de forma intensa: um lugar profundamente sul-americano.

Todas as informações sobre o Cinematógrafo na Casa 149 serão difundidas também no Facebook. Acompanhem a página:

/// https://www.facebook.com/cinematografo149/ ///