MUROS: sessões em Estocolmo, Viena e La Plata

captura-de-tela-2016-09-19-as-13-28-42Entre setembro e outubro de 2016, o curta MUROS, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa de Festivais dedicados ao cinema brasileiro em Estocolmo, na Suécia, e em Viena, na Áustria; e de festival dedicado ao cinema latinoamericano em La Plata, Argentina.

MOSTRAS e FESTIVAIS:

Viena, Áustria. No dia 16 de setembro MUROS foi exibido como parte da programação do InquieTudo Film Festival, voltado para o Cinema em língua portuguesa, que acontece no Top Kino, em Viena.

Estocolmo, Suécia: participando do 10º BrasilCine, Mostra de filmes nos Países Nórdicos dedicada ao cinema brasileiro, MUROS passa no dia 4/10, às 17h, no Centro de Língua Portuguesa. (Veja o programa completo)

La Plata, Argentina: pela Mostra Oficial do 11º Festival de Cine Latino Americano de La Plata – FESAALP. Este ano, o país homenageado pelo Festival é a Bolívia.

muros-cartaz-novo-leveMUROS relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha o fotógrafo Rogério Ferrari por favelas de Salvador. O curta ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Técnico do V Feciba em 2015; foi premiado como um dos 10+ favoritos do público do 26º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; e participou de diversos festivais no Brasil e no exterior. Mais informações no site do curta.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, e teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

MUROS em Fortaleza pela 4ª Mostra Cultura do Cinema Brasileiro

Captura de Tela 2016-05-18 às 20.31.07MUROS (25min, 2015), dirigido por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da 4a Mostra Cultura de Cinema Brasileiro, que acontece de 20 a 22 de maio na Livraria Cultura de Fortaleza.

A Mostra, cuja proposta é celebrar o audiovisual brasileiro, não é competitiva, mas estimula o voto popular para eleger os “Favoritos da Mostra Cultura 2016″. Ao final de cada sessão, o público atribuirá uma nota a cada filme visto. Os cinco mais votados serão divulgados no dia 23 de maio no blog e nas redes sociais do evento.

Segundo os organizadores, esse ano a curadoria recebeu 290 curtas-metragens nacionais, número recorde desde a primeira edição do evento. Foram selecionados 30 filmes que representam 12 estados brasileiros: Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

MUROS passa no dia 22 de maio (domingo), às 15h30, no PANORAMA BRASIL 3. A programação completa pode ser acessada no site da Mostra.

Acompanhe os caminhos do MUROS no blog do curta.

MUROS na sessão Cineclube do I Encontro Arte Sociedade em Salvador

 

MUROS, filme de Fabricio Ramos e Camele Queiroz, participa do Cineclube do I Encontro Arte Sociedade, que acontece em Salvador de 27 a 29 de abril de 2016. A exibição, com a presença dos diretores, será no dia 28 de abril, a partir das 18h30, na Biblioteca Pública dos Barris – Sala Alexandre Robatto. A entrada é gratuita.

Captura de Tela 2016-04-19 às 11.41.12MUROS relaciona Brasil e Palestina enquanto acompanha um fotógrafo (Rogério Ferrari) que percorre favelas de Salvador. O curta ganhou o Prêmio de Melhor Filme pelo Júri do V Feciba – Quinta edição do Festival de Cinema Baiano, 2015. Ficou entre os 10+ Favoritos do Público no Kinoforum – 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. Participou de diferentes Mostras e Festivais de Cinema na Bahia, no Brasil e no exterior. Confira aqui os caminhos do filme.

Para mais informações sobre o I Encontro Arte e Sociedade, acesse o site do evento.

MUROS na Sala Walter da Silveira

g3579g3818Na sessão, estarão presentes os diretores e o fotógrafo que participa do filme, Rogério Ferrari. MUROS (25min, 2015), filme de Camele Queiroz e Fabricio Ramos que relaciona Brasil e Palestina percorrendo favelas de Salvador, ganhou o prêmio de Melhor Filme pelo júri técnico do V Feciba em 2015, e foi eleito como um dos dez favoritos do público no 26º Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

O curta participou também de importantes festivais de cinema no Brasil e no exterior, tais como XI Panorama Internacional Coisa de Cinema em Salvador, 10º Mostra Mundo Árabe de Cinema, 19º Goiânia Mostra Curtas, 19º FIDOCS no Chile, 10º MiradasDoc, na Espanha, 25º DocAnt na Argentina, entre outros, e foi exibido nas principais salas de cinema culturais do país, como MIS – Museu de Imagem e Som, CineSesc, Cine Olido, CCBB em São Paulo, Espaço Itaú de Cinema Glauber Rocha, em Salvador, entre outras, e finalmente, na Sala Walter da Silveira.

A entrada é franca e a exibição será seguida de bate-papo com o público presente.

Confira a página do evento no Facebook.

TRAILER

 

SOBRE O FILME

MUROS cartaz novo LEVEMUROS (2015) põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores Camele e Fabricio, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

Rogério Ferrari é baiano, natural de Ipiaú. Há vários anos retrata a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

MUROS é uma realização do Bahiadoc – Arte Documento, selo independente coordenado por Camele Queiroz e Fabricio Ramos, realizadores de um certo cinema em Salvador, Bahia. O projeto “Muros” teve apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, através de edital público do Setorial de Audiovisual 2013, realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e pela FUNCEB – Fundação Cultural do Estado da Bahia.

FICHA TÉCNICA

ROTEIRO, DIREÇÃO, MONTAGEM, FINALIZAÇÃO
fabricio ramos e camele queiroz

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO
juliana freire

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA E CÂMERA
fabricio ramos

SEGUNDA CÂMERA
ramon coutinho

SOM DIRETO E FINALIZAÇÃO DE ÁUDIO
haydson oliveira

EDIÇÃO E COR
camele queiroz

PRODUTOR LOCAL NO CALABAR
José Inácio da Conceição Filho

PRODUTOR LOCAL NO NORDESTE DE AMARALINA
Paulo Sérgio Vieira Costa (Paulo Lé)

REALIZAÇÃO
bahiadoc arte documento

Na Cisjordânia: “As favelas brasileiras ocupadas me vinham à mente” (Caetano Veloso)

Cabe colocar o MUROS como um filme que dialoga com sentimentos que Caetano expressa no texto. Em visita à Cisjordânia junto com Gilberto Gil:

“As favelas brasileiras ocupadas me vinham à mente. (…) Era impossível não fazer paralelo com situações que vivemos no Brasil.”

Caetano Veloso, Hoje (8/nov), na Folha, no artigo “Visitar Israel para não mais voltar a Israel” [link]

Captura de Tela 2015-11-08 às 13.01.21No entanto, embora o texto de Caetano ultrapasse muito o paralelo, compõe um relato confortavelmente distanciado da dimensão do drama palestino e evitando prudentemente qualquer reducionismo comparativo (e expressando uma certa “mea culpa”, importante ressaltar, por ter aceitado fazer o show em Israel depois de campanhas para que ele recusasse, e agora diz que não volta mais lá…). Para nós, cabe colocar o MUROS como um filme que dialoga com os temas que Caetano aborda, pontualmente.

[Para quem ainda não viu, no filme, seguem trailer, infos e site do MUROS]:

Os diretores Fabricio Ramos e Camele Queiroz acompanham o fotógrafo Rogério Ferrari percorrendo os bairros do Calabar e do Nordeste de Amaralina, em Salvador, Bahia, motivados pela impressão de Rogério de que os campos de refugiados palestinos no Oriente Médio são parecidos com favelas brasileiras sob vários aspectos sociais, urbanísticos e arquitetônicos.

MUROS põe em diálogo o olhar do fotógrafo e o olhar dos diretores, ritmando fotografia e cinema, direcionando as escolhas Estéticas para o sentimento de afirmação da vida e de resistência cotidiana. MUROS é um curta metragem de 25 minutos cuja estrutura identifica-se com a maneira escolhida pelos diretores Fabricio e Camele para percorrer os espaços em que o filme acontece (favelas), e com a forma como se relacionam com Rogério, que mantém sua autonomia característica de suas vivências fotográficas pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense em campos de refugiados no Líbano e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros.

https://curtamuros.wordpress.com/

Via arte_docuemento

Entrevista com Rogério Ferrari, fotógrafo baiano que convive com povos em luta

Há vários anos, Rogério Ferrari retrata a luta por autodeterminação de diversos povos pelo mundo, buscando refletir sobre o lado desconhecido de conhecidos conflitos: Palestinos sob ocupação israelense e em campos de refugiados no Líbano, na Síria e na Jordânia; Curdos, na Turquia; Zapatistas, no México; Saharauís no norte da África; Ciganos no interior da Bahia, entre outros. Rogério é baiano de Ipiaú, viveu em Salvador por vários anos e atualmente vive em Assunção, no Paraguai. A entrevista foi realizada em outubro de 2015 pelo Canal “Pobres e Nojentas” de Florianópolis.

NO TERRITÓRIO GUARANI-KAIOWÁ

Em setembro de 2015, Rogério esteve no Mato Grosso do Sul, de forma autônoma, registrando a luta dos Guarani pelo cumprimento do direito às suas terras, no esforço de trazer mais relatos sobre esse novo momento de retomadas. Como diz o próprio Rogério, “Fotografar é também uma maneira de estar junto e participar”, de se envolver e compartilhar. Por lá, Rogério fez Fotografias e registros em vídeo que estão sendo reunidos em:

Captura de Tela 2015-10-19 às 21.51.45

MUROS

Ferrari participa do curta MUROS [site do curta], dirigido por Camele Queiroz e por mim (Fabricio Ramos), que relaciona Brasil e Palestina. No filme, lançado este ano, o fotógrafo percorre favelas de Salvador e relaciona aspectos sociais e arquitetônicos das favelas brasileiras com as suas vivências em campos de refugiados palestinos, revelando pontos em comum entre populações com diferentes condições de vida marcadas por conflitos sociais, políticos e econômicos. O encontro com as pessoas e seus hábitos revela também uma forma de riqueza que surge através do duplo jogo de registro com imagens fixas e em movimento.

MUROS participou de Mostra e Festivais no Brasil e em outros países. Acompanhe os caminhos do filme no site: https://curtamuros.wordpress.com/

MUROS no XI Panorama Internacional Coisa de Cinema

O curta-metragem MUROS, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da Mostra Nacional do XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, que acontece em Salvador e em Cachoeira, de 28 de outubro até 4 de novembro.

EM SALVADOR, MUROS passa no dia 3 de novembro às 19h30, no ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA GLAUBER ROCHA – SALA 1, que fica na Praça Castro Alves.

Na mesma sessão serão exibidos também “Em Paz”, de Clara Linhart (RJ) e “Boi Neon”, longa de Gabriel Mascaro (PE).

Captura de Tela 2015-10-19 às 20.17.12EM CACHOEIRA, MUROS passa no dia 01/11 (Domingo) às 16h30 no CINE THEATRO CACHOEIRANO:

Captura de Tela 2015-10-19 às 20.39.39Para informações sobre compra de ingressos e para conferir a programação completa, acompanhe o site do XI Panorama: http://coisadecinema.com.br/xi_panorama/

No mesmo período do Panorama, o MUROS participa dos festivais:

MiradasDocFestival Internacional de Cine Documental de Guía de Isora. Mostra Oficial. 1 a 7 de novembro de 2015. Espanha.

Cinefest Gato Preto – 11ª edição. Lorena-SP. De 29 de outubro a 1 de novembro.

Acompanhe no site do curta os caminhos que o filme trilhou em vem trilhando: Festivais e premiações.

Nesse início de outubro, “Muros” passa em Vitória da Conquista/Ba e em Goiânia

Cartaz_Mostra Conquista 2015Nesse início do mês, MUROS, filme de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da Mostra Cinema Conquista, que acontece entre os dias 4 e 9 de outubro em Vitória da Conquista/BA; e da 15ª Goiânia Mostra Curtas, que acontece de 6 a 12 de outubro na capital goiana.

Em sua 11ª edição, a Mostra Cinema Conquistaum olhar para o novo cinema exibirá 45 filmes brasileiros entre longas, médias e curtas metragens, consolidando um espaço de experimentação cinematográfica, que democratiza o acesso à produção nacional e o debate sobre os mais diversos temas do cinema e do audiovisual. Na Mostra, MUROS passa dia 6 de outubro, às 18h, no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima.

Já o Goiânia Mostra Curtas, em sua 15ª Edição, constitui-se como um dos festivais mais expressivos de curtas do país. Serão 51 filmes na Mostra Brasil, que busca revelar um panorama atual da produção nacional em curta-metragem. MUROS passa no dia 8 de outubro, na sessão que começa a partis das 19h Teatro Goiânia.

Saiba mais sobre o curta no site do MUROS e acompanhe os caminhos do filme que já passou por diversos Festivais e Mostras de Cinema no país e no exterior, e que até o fim do ano participará do XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador/Ba; do X Miradas Docs, na Espanha; e do CineFest Gato Preto, em Lorena-SP.

“Muros” no FIDOCS, Festival de documentários do Chile

Captura de Tela 2015-09-21 às 20.04.48O curta “MUROS“, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos, participa da seleção oficial da Mostra Internacional do Festival Internacional de Documentales de Santiago, FIDOCS, em sua 19a. edição, um dos festivais mais destacados da América Latina. O FIDOCS, que foi fundado em 1997 pelo realizador Patrício Guzmán, acontece de 22 a 27 de setembro de 2015 em Santiago.

Na programação do Festival, MUROS passa na quarta, 23 de setembro, e na sexta, 25, ambas as sessões no teatro GAM, Centro Cultural Gabriela Mistral. A programação completa do FIDOCS pode ser acessada no site do festival.

O MUROS participa da COMPETENCIA INTERNACIONAL DE CORTOMETRAJES “MONSIEUR GUILLAUME”: mostra internacional oficial do festival que foi inaugurada em 2013 e que seleciona filmes que valorizem o uso reflexivo e vanguardista da linguagem cinematográfica, segundo a definição do próprio Festival. A Mostra foi apoiada pelo consagrado cineasta Chris Marker, pouco antes de morrer, e em sua homenagem e com sua autorização, leva o nome de seu famoso gato Guillaume-en-Egipto”.

Além das Mostras nacional, latinoamericana e internacional, o FIDOCS apresentará os novos trabalhos de Patricio Guzmán, Joshua Oppenheimer y Win Wenders, entre outros filmes esperados.Acompanhe os eventos e as notícias pelo site do festival.

Depois do FIDOCS, o MUROS passa no 15º Goiânia Mostra Curtas (6 a 11 de outubro); na 11a. Mostra Cinema Conquista, em Vitória da Conquista-BA (4 a 9 de outubro); no CineFest Gato Preto em Lorena-SP (29 de outubro a 1 de novembro); e no MiradasDoc, na Espanha (1 a 7 de novembro).

Acompanhe os caminhos do MUROS no blog do curta.

Em São Paulo, Expo “Nosoutros” reúne fotografias de Rogério Ferrari relacionando Salvador e Palestina

Captura de Tela 2015-09-04 às 17.03.27Permanece até dia 11 de setembro de 2015, na Matilha Cultural em São Paulo, a Expo Fotográfica “Nosoutros”. Realizada pela Mostra Mundo Árabe de Cinema, a expo relaciona os campos de refugiados palestinos com os bairros periféricos de Salvador, reunindo fotografias de Rogério Ferrari tiradas durante as filmagens de “Muros” e de suas vivências anteriores na Palestina, Líbano e Jordânia.

Segue matéria de Arthur Gandini para o site do Instituto da Cultura Árabe:

A Matilha Cultural, no centro de São Paulo, foi palco, na quinta-feira (27), da abertura da exposição de fotos “Nosoutros”, de Rogério Ferrari, que fica em cartaz no espaço até 11 de setembro. A abertura teve também a exibição do filme “Muros”, com as presenças dos cineastas Fabricio Ramos e Camele Queiroz, além da produtora de “Marte ao Amanhecer”, Nirah Shirazipour.

Resultado do mais recente trabalho do baiano Rogério Ferrari, que não pôde estar presente na abertura,  “Nosoutros” documenta, com fotos em lambe-lambe e projeções audiovisuais, o olhar-ponte do fotógrafo sobre os campos de refugiados palestinos em 2002 e 2008, relacionando-os com bairros periféricos de Salvador, Bahia, em 2014. A exposição conta também com o trabalho audiovisual “Eloquência do sangue”, realizado a partir de fotos feitas na Palestina ocupada em 2002 e do som ambiente registrado neste período. As palavras do autor repercutem a força das imagens ao propor “que a arte assuma o lugar que lhe corresponde: o de aquecer a rebeldia”.

Como em toda a programação da Mostra nesta 10ª edição, a exposição de fotos dialoga com o filme “Muros”, misturando imagens de vídeo com os cliques de Rogério Ferrari, que também integram a película. “São realidades difíceis por diversas razões e quem nos falou primeiro dessa relação foi o Rogério, porque ele esteve lá nesses campos palestinos. E nós, que somos de Salvador, conhecemos o trabalho dele”, contou Fabricio Ramos, um dos diretores de “Muros”. “Quando ele fez essa inferência, nós propusemos logo um trabalho. Já que estamos na área do cinema e ele, na da fotografia, vamos fazer essa junção.”

Captura de Tela 2015-09-04 às 17.15.22Camele Queiroz, também diretora do filme, falou sobre como o público brasileiro tem se identificado com a obra. “Você percebe nitidamente que há uma relação clara entre aquelas realidades, mesmo que, no caso da imagem, atenha-se mais a aspectos geográficos, da arquitetura, do urbanismo. Como há algumas fotografias que não apresentam pessoas, necessariamente, e sim mais aspectos urbanos, algumas pessoas falam “poxa, aí eu já não sabia onde era”, disse.

Segundo Ramos, o objetivo do filme foi mesmo impactar o público, o que ele tem visto acontecer. “Estão fechando as fronteiras com muros para que os imigrantes não possam chegar à Europa mais desenvolvida.”

O diretor também falou sobre como vê a realidade social no Brasil. “Os muros são históricos e ainda muito sólidos, embora, ao longo de gerações, muita gente tenha trabalhado para derrubar esses muros, mas eles existem: os guetos, as ocupações militares nas favelas, o problema urbanístico, social, humano. A solução, por parte do poder, é a solução policial. O Brasil passou por uma melhora de consumo, mas de piora da violência social”, refletiu.

Muitas imagens de Rogério Ferrari que não estão em “Muros” podem ser vistas na exposição na Matilha. Segundo Camele, a exposição mostra um outro olhar do filme, assim como o filme dá outra perspectiva das fotos. “Chamaram isso de uma quarta dimensão”, brincou.